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BRASIL

Policiais militares acusados de matar jovem em 2024 vão a júri popular

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) decidiu que os policiais militares Guilherme Augusto Macedo e Bruno Carvalho do Prado, acusados da morte do universitário Marco Aurélio Cárdenas Acosta, de 22 anos, irão a júri popular. Era noite de 20 de novembro

24/02/2026

24/02/2026

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) decidiu que os policiais militares Guilherme Augusto Macedo e Bruno Carvalho do Prado, acusados da morte do universitário Marco Aurélio Cárdenas Acosta, de 22 anos, irão a júri popular. Era noite de 20 de novembro de 2024, quando, sem portar armas, Acosta perdeu a vida com um tiro à queima-roupa na Vila Mariana, em São Paulo.

Segundo o Ministério Público de São Paulo (MPSP), o trágico incidente teve início quando os policiais foram provocados por Acosta que, em um momento de descontrole, bateu em um espelho da viatura. Sem dar conta do controle, Macedo dirigia o veículo e, diante da situação, decidiu confrontar o estudante de medicina, que fugiu para o hotel onde estava hospedado com sua namorada.

O que motivou o uso excessivo de força?

A perseguição culminou com Acosta sendo cercado e ameaçado por Macedo com uma arma. Um dos policiais chegou a agredir o jovem com um chute, levando Acosta a tentar se libertar. Foi quando Macedo, de modo letal, disparou contra o estudante, acertando seu abdômen.

Para o MPSP, a ação foi considerada covarde e injustificada. O órgão argumenta que a reação dos policiais foi desproporcional, considerando que a vítima estava desarmada e vulnerável, o que caracteriza abuso de autoridade.

Quais foram as consequências imediatas do tiroteio?

A realidade cruel e o desenrolar dos acontecimentos foram registrados em um documento do TJSP. Ao depor, Macedo revelou que havia deixado a taser no carro. Infelizmente, a história de Acosta teve seu desfecho no Hospital Ipiranga, onde não resistiu aos ferimentos.

“Desde esse dia, a vida se tornou insuportável para nossa família. É um sofrimento sem fim”, desabafou Silvia Cárdenas Prado, mãe de Acosta.

A médica transformou sua dor em ação, unindo-se a grupos de familiares de outras vítimas de violência policial.

Silvia questiona: "Estamos sendo informados de que a polícia tem a liberdade de tirar vidas sem sentido sem sofrer consequências? Essa mensagem reflete a consideração do Estado por uma vida humana. Parece que quanto mais lenta e indulgente a Justiça, mais claro é que existem vidas que, aparentemente, têm menos valor. E isso nos afeta a todos."

Qual a posição da Secretaria da Segurança Pública sobre o caso?

A Secretaria da Segurança Pública afirmou, em nota à Agência Brasil, que não tolera desvios de conduta e defende uma punição rigorosa onde as provas sejam contundentes.

No caso em questão, o Inquérito Policial Militar foi concluído e encaminhado à Justiça Militar, podendo resultar na exclusão dos policiais, que atualmente estão afastados. Simultaneamente, o inquérito conduzido pelo DHPP [Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa] foi remetido à Justiça em janeiro de 2025, com recomendação de prisão preventiva dos acusados por homicídio doloso eventual, tendo já ocorrido uma audiência de instrução.

Até o momento da publicação deste artigo, a defesa dos policiais não havia se manifestado.



Com informações da Agência Brasil

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