28° 25° | Rio de Janeiro - RJ

Dólar |

Euro |

Peso | 3.20


lupa
lupa
lupa
BRASIL

Floresta Amazônica está mais resistente à seca, diz estudo da UFMG

A Amazônia está mostrando uma resiliência surpreendente em meio aos desafios do aquecimento global e da redução de recursos hídricos. Este é o intrigante resultado de um estudo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que revela como a floresta est

25/02/2026

25/02/2026

A Amazônia está mostrando uma resiliência surpreendente em meio aos desafios do aquecimento global e da redução de recursos hídricos. Este é o intrigante resultado de um estudo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que revela como a floresta está se adaptando, transformando-se lentamente para enfrentar as condições mais rigorosas do clima.

Você sabia que essa revelação surgiu a partir de uma análise abrangente de 40 anos de dados de satélite e observações de mais de 3 mil árvores? O estudo, divulgado em uma prestigiada revista científica, abrange os nove países que compõem a região amazônica e destaca que a vegetação está adotando estratégias mais comuns em biomas secos, como o Cerrado.

Como a floresta amazônica está se adaptando ao clima extremo?

Liderado por Milton Barbosa, da UFMG, com colaborações da Universidade de Oxford, o estudo revela que, desde os anos 1980, a variação da luz refletida pelas árvores durante as estações secas diminuiu cerca de um terço. Essa adaptação resulta em folhas mais rígidas e resistentes à seca, porém com uma biodiversidade reduzida.

Quais medidas são necessárias para proteger a biodiversidade da Amazônia?

De acordo com o professor Milton Barbosa, é crucial implementar um planejamento integrado do uso do solo, evitando a expansão desordenada que exacerba o calor e a seca.

"Precisa haver um planejamento do uso do solo de forma integrada, evitando assim uma expansão desordenada que aumenta o calor, a seca e a fragmentação. É necessário fortalecer, por exemplo, monitoramento por satélite e sistemas de alerta precoce, inclusive com indicadores de estresse da vegetação, para poder identificar áreas em risco antes que o colapso aconteça. É preciso incentivar uma produção agropecuária de baixo impacto e mais resiliente ao clima, com uma melhor gestão do solo e da água."

Qual é o impacto futuro dessa transformação na Amazônia?

Se essa mudança continuar no ritmo atual, é provável que o sudeste da Amazônia alcance uma estabilidade semelhante à das zonas de transição do Cerrado nas próximas décadas. Esta é uma mudança significativa, demonstrando que áreas intactas da floresta também estão em risco, mesmo sem interferência humana direta.

O conteúdo acima foi produzido com a colaboração de Salete Sobreira.

2:09

Com informações da Agência Brasil

Tags