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BRASIL

Caso Tainara: ato vai marcar início da mobilização do Dia das Mulheres

Você sabia que o Dia Internacional das Mulheres, celebrado em março, começa com um ato em homenagem a Tainara Souza Santos? Ela foi morta de forma brutal pelo ex-companheiro em São Paulo, e esse evento marca a abertura de um mês de conscientização e luta

25/02/2026

25/02/2026

Você sabia que o Dia Internacional das Mulheres, celebrado em março, começa com um ato em homenagem a Tainara Souza Santos? Ela foi morta de forma brutal pelo ex-companheiro em São Paulo, e esse evento marca a abertura de um mês de conscientização e luta contra a violência feminina. Essa homenagem não é apenas para Tainara, mas também para todas as mulheres do Brasil que ainda enfrentam o desafio do feminicídio.

No dia 29 de novembro passado, Tainara foi atropelada e arrastada por mais de um quilômetro na Marginal Tietê. O agressor, Douglas Alves da Silva, está preso, e o caso se tornou um emblema na luta contra a violência de gênero. O ato de memória será realizado no mesmo local do crime, reforçando a importância de nunca esquecermos as vítimas desta triste realidade.

Por que a memória de Tainara é um marco na luta contra a violência de gênero?

Ao lembrar de Tainara, queremos dar visibilidade a todas as mulheres que sofrem violência todos os dias. Este evento é apenas o começo das mobilizações de março, lideradas pelo Ministério das Mulheres. A ministra Márcia Lopes anunciou, em entrevista ao programa Bom Dia, Ministra, na Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que artistas grafiteiras farão intervenções para honrar a memória de Tainara. Esperamos que essas ações despertem em todos uma consciência maior sobre a importância de combatermos o feminicídio.

Como o pacto nacional pretende frear o feminicídio no país?

O Pacto Nacional – Brasil contra o Feminicídio já foi adotado por 19 estados e visa integrar e padronizar políticas entre diferentes níveis de governo para prevenir feminicídios. A ministra reforça que é essencial que a sociedade se mobilize e apoie um Sistema Nacional de Política para as Mulheres. Apenas assim podemos garantir que o medo de denunciar não seja uma realidade para tantas mulheres, oferecendo apoio efetivo e proteção.

“É preciso que a gente se integre e leve a sério isso para implantar no Brasil um Sistema Nacional de Política para as Mulheres. Temos que ter os órgãos gestores, os conselhos funcionando. Muitas vezes, as mulheres não denunciam porque não acreditam, não confiam ou não têm certeza do sigilo. Elas têm medo de serem perseguidas.”

Com uma média alarmante de quatro mortes por dia, em 2025, o Brasil registrou recorde de feminicídios. Precisamos, urgentemente, de mudanças concretas.

Como a educação pode ser uma arma contra a violência doméstica?

A conscientização começa nas escolas. O projeto Maria da Penha vai à escola será regulamentado em breve pelo MEC, com o objetivo de educar sobre a prevenção da violência doméstica. A ideia é ensinar desde cedo sobre igualdade de gênero, construindo uma sociedade mais justa.

Nessas aulas, os alunos aprenderão que a discriminação e desigualdade não podem ser vistas como normais. Um pequeno passo para mudar mentalidades e evitar futuros crimes de ódio contra mulheres.

O papel do esporte na promoção do respeito à igualdade

Recentemente, a ministra também repudiou comentários machistas feitos por um jogador contra a árbitra Daiane Muniz, reforçando que precisamos respeitar a atuação feminina no esporte. Com a Copa do Mundo Feminina de 2027 se aproximando, o Brasil tem uma grande oportunidade de mostrar ao mundo o quanto valorizamos a presença e o trabalho das mulheres no esporte.

O esporte deve ser um ambiente seguro para todos, onde a equidade de gênero é respeitada e promovida. Para isso, o Ministério das Mulheres e a CBF estão unidos, trabalhando ativamente para que a próxima Copa do Mundo Feminina seja um marco inesquecível de respeito e mobilização em torno das mulheres no futebol.

Esta luta é coletiva, e cada ação conta para a construção de um futuro onde o feminicídio seja uma página virada na história do Brasil.

Uma imagem representando a homenagem a Tainara Souza Santos

Com informações da Agência Brasil

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