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BRASIL

Desabrigados enfrentam incertezas depois de chuvas em Juiz de Fora

Imagine ter sua vida repentinamente virada de cabeça para baixo. Foi o que aconteceu com Daniele Saldanha, auxiliar de cozinha, que agora tenta reorganizar sua rotina numa das salas de aula da Escola Municipal Murilo Mendes, em Juiz de Fora. Com seus pert

25/02/2026

25/02/2026

Imagine ter sua vida repentinamente virada de cabeça para baixo. Foi o que aconteceu com Daniele Saldanha, auxiliar de cozinha, que agora tenta reorganizar sua rotina numa das salas de aula da Escola Municipal Murilo Mendes, em Juiz de Fora. Com seus pertences improvisados e espalhados em cadeiras, ela e sua família encontram abrigo no chão frio, em meio a colchonetes sobre um tapete de borracha infantil. Sua casa, no Alto Grajaú, ficou comprometida após um deslizamento, mantendo-se de pé por uma única coluna. Sem perspectivas de moradia fixa, o dia a dia tornou-se uma sequência de incertezas e dificuldades financeiras, sustentada apenas por um auxílio-desemprego.

Daniele não está sozinha nessa luta. Juiz de Fora e a vizinha Ubá, em Minas Gerais, enfrentam um cenário devastador. Chuvas intensas causaram deslizamentos de terra, desabrigando milhares de pessoas. No último boletim, o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais apontou mais de três mil desabrigados só em Juiz de Fora. A catástrofe também já contabilizou 47 mortos e deixou 20 desaparecidos. Nestas circunstâncias, cada hora conta, e enquanto você lê este relato, vidas estão em jogo.

Desabrigados enfrentam incertezas depois de chuvas em Juiz de Fora

O que aconteceria com você em uma situação dessas?

A vida de Daniele mudou num piscar de olhos, com as chuvas torrenciais que atingiram a região. "Perdemos nossa casa e agora é esperar para ver o que vai acontecer. Muito difícil, ainda mais porque estou com seis crianças e um pai idoso", desabafa Daniele, enquanto tenta criar um ambiente mais confortável para sua família no abrigo improvisado.

A mudança recente para a Escola Estadual Padre Frederico Vienken, no Bairro Bonfim, visa garantir a segurança dos desabrigados. Este é apenas um dos reflexos da tragédia que se abateu sobre Minas Gerais, onde outros setores da sociedade se mobilizam para ajudar.

Como a comunidade pode fazer a diferença?

Nesse contexto, a solidariedade se torna indispensável. Flávia Gonzaga Costa, presidente do Sindicato das Indústrias de Alimentação de Juiz de Fora, transformou um espaço comercial em ponto de apoio. Com a ajuda de botes, ela e seu grupo conseguiram entregar água e alimentos para aqueles que ficaram isolados pelas inundações. "Não esperava tanta colaboração. Estamos com um volume significativo de doações," conta Flávia, que ainda complementa sobre os moradores chegando cobertos de barro, em busca de produtos de limpeza e mantimentos.

Desabrigados enfrentam incertezas depois de chuvas em Juiz de Fora

Além de necessitar urgentemente de um teto seguro, as famílias enfrentam o desafio diário de manterem-se sãs e seguras. Como você se sentiria sem saber onde vai dormir amanhã ou como alimentar seus filhos? É hora de refletir e, se possível, agir. Cada gesto de solidariedade pode significar a esperança renovada para essas pessoas lutando para reconstruir suas vidas em meio aos escombros da tragédia.



Com informações da Agência Brasil

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