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BRASIL

Viva Maria comemora condenação histórica

Você já imaginou esperar mais de dois mil e novecentos dias por uma resposta de justiça? Esse foi o tempo de angústia e expectativa enfrentado pelas famílias de Marielle Franco e Anderson Gomes. Finalmente, em uma quarta-feira memorável, 25 de fevereiro d

26/02/2026

26/02/2026

Você já imaginou esperar mais de dois mil e novecentos dias por uma resposta de justiça? Esse foi o tempo de angústia e expectativa enfrentado pelas famílias de Marielle Franco e Anderson Gomes. Finalmente, em uma quarta-feira memorável, 25 de fevereiro de 2026, a justiça mostrou sua força, marcando essa data na memória de todos que lutaram por esse momento histórico.

Foi numa decisão impactante da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal que Domingos e Chiquinho Brazão foram condenados a 76 anos e 3 meses de prisão pelos assassinatos de Marielle e Anderson, além de pela tentativa de homicídio de Fernanda Chaves, assessora de Marielle.

Qual o impacto dessa decisão em termos de justiça para as famílias?

Além da pena de prisão, a sentença impôs uma multa de 200 dias-multa, onde cada dia equivale a dois salários mínimos. Também foi determinada uma indenização aproximada de R$ 7 milhões às famílias de Marielle e Anderson. É uma tentativa de reparar, ainda que minimamente, a profunda dor vivida por essas famílias.

Como essa vitória repercute entre as mulheres e defensores de direitos humanos?

Para todas as mulheres, militantes, movimentos sociais, defensoras e defensores dos direitos humanos, essa vitória soa como uma música de esperança. Essa sensação é encapsulada pela homenagem da Estação Primeira de Mangueira a Marielle em 2019, quando a luta contra a violência e o preconceito era simbolicamente musicada. O eco dessa celebração ainda ressoa, trazendo o espírito de resistência e a luta por justiça ao presente.

O que disse a ministra Cármen Lúcia e qual o impacto de suas palavras?

Com emoção e indignação, a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, lembrou-nos da fala da justiça enquanto ela se questionava sobre quantas vidas mais precisarão ser perdidas para que se concretize a ideia de justiça em nosso país. Suas palavras, “Quantas Marielles o Brasil permitirá que sejam assassinadas?”, refletem um apelo urgente e poderoso para a transformação social.

A luta continua não apenas em palavras e ações, mas também em vozes, como a de Lúcia Xavier, fundadora da Criola, que desde 1992 levanta questões cruciais para a igualdade e justiça social. A missão é clara: continuar ouvindo e fazendo with cada voz que luta por um mundo mais justo e pacífico.



Com informações da Agência Brasil

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