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BRASIL

Fósseis retirados da Bacia do Araripe voltam ao Brasil 30 anos depois

Já imaginou a alegria de ver tesouros nacionais voltando para casa após tanto tempo no exterior? Pois é exatamente isso que aconteceu recentemente com dois fósseis preciosos, retornando ao Brasil e trazendo consigo um pedaço de nossa história natural. A p

26/02/2026

26/02/2026

Já imaginou a alegria de ver tesouros nacionais voltando para casa após tanto tempo no exterior? Pois é exatamente isso que aconteceu recentemente com dois fósseis preciosos, retornando ao Brasil e trazendo consigo um pedaço de nossa história natural. A partir de agora, esses fósseis estarão em exibição no Museu de Paleontologia da Universidade Regional do Cariri, no Ceará, esperando para contar histórias de milhões de anos atrás para todos que visitarem.

A cerimônia oficial de repatriação desses fósseis, realizada no Palácio Itamaraty, nesta quarta-feira (25), marcou um momento histórico para a ciência no Brasil. Os fósseis, provenientes da icônica Bacia do Araripe, uma região rica em descobertas paleontológicas situada na divisa entre Ceará, Pernambuco e Piauí, voltaram ao nosso território trazendo novas perspectivas de estudo e preservação.

O que havia de especial nesses fósseis?

Entre as peças devolvidas, um fóssil de crustáceo de água doce se destaca. Este fóssil, residente na Universidad Nacional del Nordeste, na Argentina, desde 1993, foi entregue ao governo brasileiro após negociações diplomáticas no ano passado. Outro grande destaque é o fóssil do peixe Vinctifer comptoni, que foi apreendido na Itália em 2024 e trazido de volta ao Brasil. Esse peixe incrível, que viveu há cerca de 113 milhões de anos e podia atingir até 90 cm de comprimento, é uma verdadeira joia do passado.

Como essa repatriação foi possível?

A trajetória desses fósseis de volta ao Brasil envolveu diversos esforços diplomáticos. Um exemplo disso foi a doação voluntária feita à Embaixada do Brasil na Suíça, com a entrega de oito caixas de fósseis provenientes da Universidade de Zurique, totalizando um peso de 150 kg. Graças à cooperação internacional, esses tesouros naturais estão finalmente de volta ao nosso país.

"Acabamos de participar da cerimônia de restituição de 45 fósseis da região do Cariri. Estamos muito felizes com essa cooperação com a Suíça. Sabemos que isso é apenas o início.", celebrou a embaixadora Maria Luisa Escorel.

Por que esses fósseis são tão importantes?

Os fósseis agora preservados no Museu de Paleontologia Plácido Cidade Nuvens, em Santana do Cariri (CE), são de vital importância para a pesquisa científica. Eles oferecem insights sobre as condições de morte dos animais, a evolução das espécies, e até mesmo sobre a movimentação das placas tectônicas, contribuindo para o nosso entendimento da história geológica da Terra.

Como destacou Inácio Arruda, secretário de Ciência e Tecnologia do Ministério da Ciência, a "repatriação de fósseis para estudos e exposições é um debate central" tanto para o conhecimento e patrimônio, quanto para a popularização da ciência.

Quais os próximos passos na proteção do nosso patrimônio fossilizado?

O Brasil é um verdadeiro lar para uma diversidade riquíssima de fósseis, especialmente na região da Chapada do Araripe. De acordo com o Ministério Público Federal, 34 pedidos de cooperação internacional já foram feitos para repatriar fósseis cearenses, com foco em países como Estados Unidos e Alemanha. Desde 2022, mais de mil fósseis já retornaram ao Brasil, mas ainda há esforços em curso para trazer de volta aqueles que estão em países como Reino Unido, Espanha, Irlanda e muitos outros.

Fósseis retirados da Bacia do Araripe voltam ao Brasil 30 anos depois



Com informações da Agência Brasil

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