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BRASIL

Ligue 180 pode ser obrigatório em notícias de violência contra mulher

A Câmara dos Deputados deu um passo significativo na luta contra a violência de gênero ao aprovar o Projeto de Lei 6140/25. Esta proposta visa garantir que o número Ligue 180, um serviço essencial para denúncias de violência contra a mulher, seja amplamen

26/02/2026

26/02/2026

A Câmara dos Deputados deu um passo significativo na luta contra a violência de gênero ao aprovar o Projeto de Lei 6140/25. Esta proposta visa garantir que o número Ligue 180, um serviço essencial para denúncias de violência contra a mulher, seja amplamente divulgado em todas as mídias, desde rádio até redes sociais. O objetivo é claro: usar a comunicação como aliada na prevenção e combate à violência. O projeto agora segue para ser apreciado pelo Senado, uma etapa crucial para sua implantação definitiva.

Mas como isso impacta você e a sociedade? Se aprovado, todos os meios de comunicação, sejam eles televisão, jornais ou portais, deverão informar sobre o Ligue 180 ao abordarem temas de violência contra a mulher. A importância dessa medida está na conscientização da população e na oferta de um canal seguro para denúncias. Caso as regras sejam desobedecidas, haverá sanções administrativas, reforçando o compromisso com o cumprimento da norma.

Por que essa medida não é considerada censura?

A relatora do projeto, deputada Camila Jara (PT-MS), deixou claro que a proposta não interfere na liberdade editorial dos meios de comunicação. A intenção é garantir a veiculação de uma informação que salva vidas. "O substitutivo promove organização e clareza em relação às obrigações impostas aos meios de comunicação, com diretrizes claras e detalhadas para a fiscalização do cumprimento da norma e eventual aplicação de sanções”, destacou Jara.

Quais dados reforçam a urgência dessa medida?

A situação é alarmante. O Relatório Anual Socioeconômico da Mulher (Raseam) 2025 do Ministério das Mulheres divulgou números preocupantes: 1.450 feminicídios e 2.485 homicídios dolosos de mulheres em 2024, além de um número chocante de 71.892 estupros reportados, o que equivale a 196 por dia. Além disso, o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025 confirma que estamos diante de um aumento nos casos de estupros, com uma frequência aterradora de um a cada 6 minutos.

Como ações em outras áreas inspiraram esta iniciativa?

Este tipo de ação encontra fundamentos em práticas bem-sucedidas em outros setores delicados, como a prevenção do suicídio, onde há um esforço concentrado para informar sobre serviços de apoio. É uma estratégia de custo mínimo mas com um potencial preventivo imenso, alinhando-se com os princípios de dignidade da pessoa humana e a proteção dos direitos das mulheres, como argumenta a autora do projeto, deputada Talíria Petrone (PSOL-RJ). "Trata-se de medida de baixíssimo custo e alto potencial preventivo, alinhada aos princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana e da proteção dos direitos das mulheres.”



Com informações da Agência Brasil

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