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BRASIL

Prefeitura do Rio mira modelo de NY para Força Municipal armada

Em visita ao Rio de Janeiro nesta quinta-feira, o chefe de Departamento da Polícia da Cidade de Nova York, Michael J. LiPetri, destacou a importância do monitoramento remoto e da ciência de dados como ferramentas fundamentais para enfrentar os desafios da

26/02/2026

26/02/2026

Em visita ao Rio de Janeiro nesta quinta-feira, o chefe de Departamento da Polícia da Cidade de Nova York, Michael J. LiPetri, destacou a importância do monitoramento remoto e da ciência de dados como ferramentas fundamentais para enfrentar os desafios da segurança pública. A cidade do Rio vê Nova York como um modelo a ser seguido na criação de sua nova Força Municipal, uma divisão armada da Guarda Municipal, que deve iniciar suas operações em março.

Nesta passagem pela cidade, LiPetri visitou a Central de Inteligência, Vigilância e Tecnologia em Apoio à Segurança Pública (CIVITAS Rio), onde trocou experiências valiosas com o prefeito Eduardo Paes. Mas como esse intercâmbio de ideias pode transformar a segurança no Rio?

Como Nova York inspira a segurança no Rio?

A experiência de segurança pública de Nova York, especialmente a estratégia de análise de dados do CompStat, uma ferramenta desenvolvida nos anos 90, serve de inspiração crucial para o Rio. Este sistema analisa dados e indicadores de segurança para otimizar a alocação de recursos e melhorar a tomada de decisões.

No Rio, o novo Sistema de Segurança Municipal (SSM) terá 22 áreas prioritárias de monitoramento, com foco em mapear as principais zonas criminais. A estratégia inclui reuniões semanais para análise de dados, o que garante uma resposta rápida e eficaz aos desafios de segurança.

Qual é o papel da nova Força Municipal?

Concebida para ser uma força complementar, sem se sobrepor às responsabilidades da Polícia Civil e Militar, a nova Força Municipal se concentrará na prevenção de crimes como furtos e roubos, que têm impacto direto no cotidiano dos cariocas. Equipados com câmeras corporais e GPS de monitoramento em tempo real, os agentes serão supervisionados diretamente pelo Centro de Operações da Prefeitura.

O destaque é a atuação baseada em planejamento e gestão por indicadores, permitindo ajustes de estratégia em tempo real. "Foram mais de 500 horas de treinamento intensivo, tanto na teoria quanto na prática, para garantir que os agentes estejam prontos para atuar", afirma o secretário de Segurança Urbana, Breno Carnevale.

A integração entre as forças de segurança é possível?

Uma das preocupações envolve a cooperação entre as forças municipais e estaduais, historicamente desafiadas por divergências políticas. No entanto, o prefeito Eduardo Paes assegura que há um esforço contínuo para manter essa integração, independente das forças políticas envolvidas. "A integração com a Polícia Militar e a Secretaria de Segurança do Estado já está em andamento", garante Paes.

Quais são as críticas ao novo modelo?

Apesar das promessas e da inspiração norte-americana, a criação da Força Municipal tem sido alvo de críticas. Vereadoras como Mônica Cunha (PSOL) e Maíra do MST (PT) expressaram preocupações de que mais uma força armada nas ruas possa aumentar o nível de insegurança. Elas argumentam que segmentos vulneráveis, como camelôs e professores, já sofrem com a violência de guardas municipais e correm maior risco.

Prefeitura do Rio mira modelo de NY para Força Municipal armada
Chefe de Departamento da Polícia da Cidade de Nova York, Michael J. LiPetri, com o prefeito Eduardo Paes na Central de Inteligência, Vigilância e Tecnologia de Apoio à Segurança Pública - Fernando Frazão/Agência Brasil



Com informações da Agência Brasil

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