Neste sábado, o presidente Lula desembarca em Minas Gerais com uma missão urgente: conhecer de perto as regiões afetadas pelas fortes chuvas que têm causado tragédias na Zona da Mata mineira, com mais de 60 mortos registrados. A visita acontece em um momento crítico, onde solidariedade e ação se fazem essenciais.
Durante seu discurso no encerramento da 6ª Conferência Nacional das Cidades, em Brasília, na sexta-feira, Lula fez críticas contundentes ao governo de Minas Gerais. Ele destacou a falta de uso dos recursos do Novo PAC, o Programa Nacional de Aceleração do Crescimento, pelo estado, focados na prevenção de desastres. “Amanhã eu vou a Juiz de Fora visitar as pessoas que foram vítimas da chuva. Eu vou à Ubá também e vou conversar com os prefeitos das cidades”, afirmou Lula, destacando a urgência do assunto.
Lula critica falta de planejamento preventivo: o que precisa mudar?
O presidente destacou a ausência de projetos por parte do governo de Minas, que não apresentou propostas para captar recursos federais. Em sua fala, Lula conversa com o ministro das Cidades, Jader Filho, enfatizando a importância de ações preventivas em outras regiões críticas do Brasil, como Paraty e Angra dos Reis, que enfrentam problemas relacionados à drenagem de águas pluviais e deslizamentos.
Lula não economizou nas críticas ao descaso histórico com as populações vulneráveis. Alertou sobre a responsabilidade das prefeituras em prever e impedir ocupações em áreas de risco. Essas falhas, segundo ele, agravam os riscos de deslizamentos e enchentes, colocando vidas em perigo desnecessariamente.
Como a Defesa Civil está agindo frente aos desastres?
Nesta semana, a Defesa Civil Nacional autorizou a liberação de R$ 5,4 milhões destinados a ações de resposta imediata às chuvas em cidades como Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa, que já tiveram seu estado de calamidade pública reconhecido. O montante visa atender emergencialmente às necessidades básicas da população atingida, mas a prevenção é urgente e vital.
Enquanto isso, o governo de Minas Gerais mantém silêncio sobre o não uso dos recursos federais disponíveis para prevenção, preferindo não se pronunciar oficialmente sobre o assunto. O desafio agora é transformar esse quadro e proteger, efetivamente, a população das calamidades.
Com informações da Agência Brasil