A luta das mulheres pelo acesso igualitário à saúde e à garantia de renda permanece um desafio, especialmente em momentos cruciais como durante doenças, maternidade e na velhice. Este preocupante cenário é destacado em um novo relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que expõe as dificuldades enfrentadas por elas em todo o mundo.
Com a aproximação do Dia Internacional da Mulher, a OIT afirma que, mesmo em países onde a igualdade está garantida por lei, as mulheres continuam a lutar para usufruir dos mesmos direitos de saúde que os homens. Essa discrepância ocorre devido a profundas desigualdades no mercado de trabalho, onde elas ainda carregam a maior parte do trabalho de cuidado não remunerado, enfrentam interrupções de carreira e recebem salários mais baixos, o que aumenta o risco de informalidade.
Quais são os desafios enfrentados pelas mulheres no mercado de trabalho?
No mercado de trabalho, as desigualdades estruturais ainda são abundantes. As mulheres são frequentemente responsáveis por tarefas de cuidado não remunerado, o que limita sua produção formal e resulta em salários menores. Elas também enfrentam mais interrupções em suas carreiras devido a responsabilidades familiares, o que contribui para uma menor estabilidade econômica.
Como isso afeta o acesso aos cuidados de saúde?
Essas barreiras no mercado de trabalho têm consequências diretas no acesso aos serviços de saúde. Como resultado de menos contribuições aos sistemas de proteção social, as mulheres têm menos acesso aos benefícios financeiros necessários durante períodos de necessidade e enfrentam maior risco financeiro, especialmente quando precisam de atendimento de saúde crucial.
Qual é a situação das mulheres idosas?
As mulheres idosas enfrentam condições particularmente difíceis. Elas estão sob maior risco de pobreza, enfrentam a realidade de pensões menores e possuem necessidades de cuidado que frequentemente não são atendidas de maneira eficaz.
Qual é a solução proposta pela OIT?
O relatório da OIT propõe várias recomendações para enfrentar essas desigualdades. Entre as propostas estão:
- Criar pacotes de benefícios que atendam integralmente às necessidades de saúde das mulheres em todas as fases da vida.
- Garantir o acesso a serviços de saúde de qualidade próximos às comunidades em que vivem.
- Ampliar a proteção financeira através de uma distribuição mais justa dos riscos.
- Enfrentar diretamente os fatores sociais que alimentam essas desigualdades, promovendo a equidade nos serviços de saúde.
Com informações da Agência Brasil