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BRASIL

Brasil pede para OMS incluir feminicídio na CID

Você sabia que a violência contra a mulher é considerada um problema de saúde pública pela Organização Mundial da Saúde (OMS)? No Brasil, a situação é tão grave que o governo pediu à entidade para incluir o termo 'feminicídio' como causa de morte na Class

05/03/2026

05/03/2026

Você sabia que a violência contra a mulher é considerada um problema de saúde pública pela Organização Mundial da Saúde (OMS)? No Brasil, a situação é tão grave que o governo pediu à entidade para incluir o termo 'feminicídio' como causa de morte na Classificação Internacional de Doenças (CID-11). Essa importante iniciativa foi anunciada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, como parte de uma série de medidas durante o mês das mulheres.

"Isso dá um reforço muito grande na capacidade da notificação. Quando passa a compor um CID, os profissionais encaram isso com a responsabilidade maior e a capacidade de reunir os dados também fica muito mais ágil e melhor. Foi muito bem recebido. A gente já protocolou isso na Organização Mundial de Saúde, foi uma contribuição muito importante para gente melhorar, qualificar a notificação dessa situação, não só no Brasil, como no mundo como um todo."

Brasil pede para OMS incluir feminicídio na CID
Ama Luísa Caldas, secretária de Promoção, Atenção Primária e Vigilância em Saúde. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Por que o reconhecimento do feminicídio é tão importante?

O CID é um sistema universalmente utilizado para categorizar doenças, lesões e causas de morte. O Brasil busca dar visibilidade às mortes decorrentes de desigualdade de gênero, uma realidade tristemente reconhecida como feminicídio. Ana Luísa Caldas, secretária de atenção primária à saúde, reforça que isso permitirá estudos mais detalhados, com recortes por raça, etnia e território, melhorando a resposta pública a este problema.

"A gente solicita o reconhecimento da causa 'feminicídio', o óbito apenas por ser mulher. Para que a gente, de fato, tenha mais dados, que a gente consiga realmente fazer estudos comparáveis com recorte de raça-cor, de etnia, de território, para a potencializar as nossas ações, não somente no Brasil".

Quais as novas medidas para saúde mental de mulheres?

Neste mês de março, uma nova iniciativa de teleatendimento em saúde mental será lançada em duas capitais: Rio de Janeiro e Recife. Este serviço é voltado para mulheres expostas à violência ou em vulnerabilidade psicossocial, integrando a estratégia de ampliação dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).

"A gente sai de 9 milhões de atendimentos e passa dos 16 milhões de atendimentos no ano de 2024 no Centro de Atenção Psicossocial para as mulheres. Quando a gente está falando de mulheres no Centro de Atenção Psicossocial é um acréscimo muito grande, isso traz, obviamente, uma sobrecarga muito grande também nos Centros de Atenção Psicossocial. Por isso, há oferta de telesaúde também para alcançar cada vez mais, com a capilaridade que essa demanda requer, nos nossos territórios".

Como o Brasil Sorridente irá ajudar mulheres vítimas de violência?

Para complementar os esforços de ajuda às vítimas, o programa Brasil Sorridente começa a oferecer tratamentos dentários a essas mulheres. A iniciativa promete reconstrução dentária, com próteses, implantes e restaurações, garantindo dignidade e autoestima para aquelas que passaram por situações traumáticas.

O que esperar do mutirão de saúde da mulher?

Nos dias 20 e 21 de março, um grande mutirão de Saúde da Mulher será realizado pelo SUS. O programa "Agora Tem Especialistas" irá convocar mulheres que aguardam por atendimento especializado para procedimentos diversos, como ginecológicos, oftalmológicos, cardíacos, gerais e oncológicos. Essa ação visa reduzir a fila de espera e otimizar o cuidado à saúde das mulheres.



Com informações da Agência Brasil

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