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BRASIL

Autonomia financeira é prioridade para mulheres, aponta pesquisa

Independência financeira é a chave para a liberdade de escolha, especialmente quando falamos sobre mulheres no mercado de trabalho. Um estudo recente da pesquisa Mulheres e Mercado de Trabalho, divulgado pela Consultoria Maya, reforça essa ideia e acresce

07/03/2026

07/03/2026

Independência financeira é a chave para a liberdade de escolha, especialmente quando falamos sobre mulheres no mercado de trabalho. Um estudo recente da pesquisa Mulheres e Mercado de Trabalho, divulgado pela Consultoria Maya, reforça essa ideia e acrescenta um olhar crítico sobre as práticas discriminatórias e violentas que ainda persistem nos ambientes profissionais. Será que estamos nos movendo na direção certa?

Com 180 mulheres entrevistadas, a pesquisa trouxe à tona o retrato atual de dificuldades e aspirações femininas no trabalho, com destaque para a independência financeira, prioridade para 37,3% das mulheres, e a saúde mental e física, que vem logo em seguida. Este debate se aprofunda ao mostrar que o trabalho não é apenas um emprego, mas uma ferramenta essencial para garantir a liberdade pessoal e segurança familiar.

O que impede as mulheres de ascenderem no trabalho?

Apesar de muitas mulheres terem formação qualificada, a estrada para a ascensão profissional ainda é cheia de obstáculos, principalmente culturais. As entrevistadas apontaram a discriminação e a violência como desafios recorrentes. Para muitas, a maternidade ainda é vista como um impeditivo para decolarem em suas carreiras.

"Primeiro [vêm] os homens, claro, depois, mulheres sem filhos e, por último, mulheres com filhos", relata uma entrevistada. Esse tipo de crítica revela a preferência por promover mulheres que não têm filhos em detrimento das mães, ainda que estas tenham um currículo equivalente ou melhor.

A violência psicológica e seu impacto no ambiente de trabalho

A violência psicológica é outra barreira. Mais de 70% das participantes disseram ter enfrentado esse problema, que vai desde comentários sexistas a questionamentos sobre a capacidade técnica. Imagine ser constantemente interrompida em reuniões ou ter suas ideias apropriadas por colegas?

"Meu coordenador me ofereceu um cargo acima do que eu estava e, quando aceitei, por três vezes, ele me chamou para conversar e questionar se eu achava que conseguiria", compartilha uma entrevistada.

Por que a permanência das mulheres nos cargos mais altos ainda é um desafio?

Para algumas mulheres, a violência no trabalho chega a ponto de fazê-las pensar em desistir. Mas, muitas escolhem ficar, lutando contra as adversidades. Ainda assim, a realidade de poucas mulheres em cargos de diretoria (apenas 5,6% das entrevistadas) ou "C-level" aponta para uma estrutura de trabalho que não é amigável nem igualitária.

"A presença feminina diminui drasticamente à medida que os cargos se tornam mais estratégicos, revelando uma estrutura sexista por trás desse resultado", afirma Paola Carvalho, diretora da Consultoria Maya.

Como podemos mudar essa realidade?

Mudar esse cenário não é tarefa fácil, mas é possível. A consultora Paola Carvalho sugere que o compromisso com uma visão profissional nova deve partir de todos, desde estagiários até CEOs. É necessário que as instituições e indivíduos adotem uma postura mais justa e igualitária no cotidiano.

"É preciso ter um olhar diferente para essas questões. Isso parte de ações individuais e institucionais", conclui Paola. É realmente chocante que, em 2026, ainda enfrentemos esses desafios, mas há esperança de mudança se cada um fizer sua parte.

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Com informações da Agência Brasil

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