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BRASIL

Rio: assassinos de advogado são condenados a 30 anos de prisão

Em um julgamento que mexeu com a sociedade carioca, Leandro Machado da Silva, policial militar, e seus cúmplices, Cezar Daniel Mondêgo de Souza e Eduardo Sobreira de Moraes, foram condenados a 30 anos de prisão, cada um, pelo brutal assassinato do advogad

07/03/2026

07/03/2026

Em um julgamento que mexeu com a sociedade carioca, Leandro Machado da Silva, policial militar, e seus cúmplices, Cezar Daniel Mondêgo de Souza e Eduardo Sobreira de Moraes, foram condenados a 30 anos de prisão, cada um, pelo brutal assassinato do advogado Rodrigo Marinho Crespo. O crime, que ocorreu em fevereiro de 2024, revelou-se chocante não apenas pela violência – Rodrigo foi morto com mais de 10 tiros –, mas também pela localização: o trágico evento se deu bem em frente ao escritório do qual ele era sócio, a poucos metros da sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ).

O desfecho do caso veio após dois dias de julgamento, encerrados na noite de uma sexta-feira (6), onde o tribunal do júri acolheu as teses do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ). O veredito trouxe à tona questões sobre a segurança no centro do Rio e a atuação de criminosos na cidade, chamando a atenção para os vínculos subterrâneos entre as práticas delinquentes e algumas áreas de poder.

O que motivou o assassinato de Rodrigo Marinho Crespo?

De acordo com o MPRJ, a razão para tal ato de violência esteve ligada a interesses contrários à atuação profissional de Rodrigo, associado a uma organização criminosa envolvida com jogos de apostas on-line. O homicídio, conforme revelou a promotoria, envolveu emboscada e recursos que dificultaram a defesa de Rodrigo, tornando o crime ainda mais covarde.

Quais foram as estratégias da organização criminosa?

O assassinato foi parte de um esquema maior. Durante o julgamento, o MPRJ defendeu que a eliminação de Rodrigo asseguraria a execução de outros crimes, especialmente aqueles relacionados à exploração ilegal de jogos de azar. Os acusados, segundo as investigações, estavam conectados ao notório contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, preso em operação policial recente.

Qual era o potencial impacto do advogado nos negócios ilegais?

Rodrigo Crespo, nos seus planos empresariais, cogitava a abertura de um sporting bar em Botafogo. Este estabelecimento, que poderia oferecer apostas esportivas e entretenimento associado a máquinas caça-níqueis, ameaçava diretamente os interesses da facção criminosa local, sugerindo, assim, uma motivação econômica para o crime.

O caso ressalta a importância de uma vigilância constante sobre as organizações criminosas e como elas buscam eliminar ameaças potenciais aos seus negócios ilícitos, afetando diretamente a segurança pública e o ordenamento jurídico da sociedade.

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Com informações da Agência Brasil

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