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BRASIL

SP: ato das mulheres pede fim da violência e defende fim da escala 6x1

Uma chuva intensa não foi capaz de apagar o fervor das milhares de mulheres que tomaram a Avenida Paulista neste domingo (8), em São Paulo. Em um dia marcado pela resistência e união, elas marcharam sob guarda-chuvas, levando faixas que clamavam pelo fim

08/03/2026

08/03/2026

Uma chuva intensa não foi capaz de apagar o fervor das milhares de mulheres que tomaram a Avenida Paulista neste domingo (8), em São Paulo. Em um dia marcado pela resistência e união, elas marcharam sob guarda-chuvas, levando faixas que clamavam pelo fim da violência contra a mulher. A manifestação, que celebrou o Dia Internacional da Mulher, foi uma chamada à ação coletiva, ressoando também em várias outras cidades brasileiras. Com a Avenida Paulista como cenário, a caminhada seguiu até a Praça Roosevelt, simbolizando mais um passo na luta pelos direitos das mulheres.

"Ô abre alas, que as mulheres vão passar. Com esta marcha muitas coisas vão mudar", cantavam as manifestantes, em coro de esperança e força.

No entanto, a chuva fez com que algumas mulheres optassem por se abrigar sob o vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), sem perder o espírito da manifestação. Alice Ferreira, uma das fundadoras e coordenadoras do Levante Mulheres Vivas, destacou a necessidade de ações concretas contra o feminicídio e a violência de gênero. "[Estamos aqui pelo] combate efetivo do feminicídio e da violência contra a mulher como um todo, porque não basta só pacto, palavras, nota de apoio, a gente quer orçamento público e medidas efetivas", enfatizou.

Quais intervenções marcaram o protesto?

Durante o ato, simbolismos fortes tomaram conta da Avenida Paulista. Diversos sapatos femininos foram colocados ao longo da avenida, representando as perdas causadas pelo feminicídio no país. Outra intervenção impactante foi a instalação de bonecas em frente ao Fórum Pedro Lessa, um lembrete das crianças vítimas de misoginia e violência. Estas imagens serviram tanto como um tributo quanto um grito por mudanças nas esferas do poder público.

SP: ato das mulheres pede fim da violência e defende fim da escala 6x1

Criminalizar a misoginia é a solução?

A manifestante Alice Ferreira defendeu a criminalização da misoginia, destacando que discursos feministas são frequentemente saboteados enquanto mensagens de ódio proliferam online. "Criminalizar é o primeiro passo para começarmos a reverter essa lógica", afirmou. A proposta de legislação para tipificar misoginia como crime está em tramitação, sendo vista como um passo essencial para a proteção das mulheres.

Os números são alarmantes: só em São Paulo, 270 mulheres foram assassinadas em 2025, um aumento significativo dos casos desde 2021. Esses dados assustadores reforçam a urgência de medidas eficazes e da sensibilização da sociedade sobre a gravidade da violência de gênero.

Quais outras causas foram destacadas?

Além de lutar contra o feminicídio, os protestos também pediram o fim da escala 6x1, a violência política e o extremismo que oprime corpos e vozes femininas. "O mote de São Paulo é pela vida das mulheres, pelo fim da escala 6 por 1 e em defesa da soberania e autodeterminação dos povos", declarou Luana Bife, representante da CUT-SP.

SP: ato das mulheres pede fim da violência e defende fim da escala 6x1

Em entrevista, ela enfatizou a importância de combater a violência de gênero com políticas públicas que transcendem governos. "Tem que ser uma pauta permanente de defesa da vida das mulheres. E para isso são necessárias políticas públicas, que independem dos governos", argumentou.

O ato Em Defesa da Vida das Mulheres não só expressou a resistência, mas também uniu diversos movimentos sociais e sindicais, incluindo a União Nacional por Moradia Popular, Movimento de Mulheres Camponesas, UNE, Marcha Mundial das Mulheres, MST, entre outros, em uma só voz em defesa dos direitos femininos.

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Com informações da Agência Brasil

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