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BRASIL

Oito de Março: Viva Maria discute a urgência de por fim ao feminicídio

Na semana que ressoa o impacto do Dia Internacional da Luta pelos Direitos das Mulheres, celebrado em 8 de março, Mara Régia lança um olhar crítico sobre os dados reveladores do relatório Elas Vivem: a Urgência da Vida. Quem tem se aprofundado nessa quest

09/03/2026

09/03/2026

Mulheres em uma passeata pelo Dia Internacional da Mulher

Na semana que ressoa o impacto do Dia Internacional da Luta pelos Direitos das Mulheres, celebrado em 8 de março, Mara Régia lança um olhar crítico sobre os dados reveladores do relatório Elas Vivem: a Urgência da Vida. Quem tem se aprofundado nessa questão tão urgente e destacando os principais desafios e avanços na luta contra a violência de gênero é a cientista social Silvia Ramos, do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESEC).

Este é o sexto ano em que o estudo é publicado, analisando um impressionante número de 5.338 notícias que circularam tanto na imprensa quanto nas redes sociais, todas relacionadas a atos de violência contra as mulheres. Destes relatórios, foram extraídas informações alarmantes sobre a realidade em nove estados brasileiros - Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro e São Paulo - onde foram registrados 546 feminicídios além de milhares de outros casos de agressão e abuso.

O que os dados do relatório Elas Vivem revelam?

O relatório, uma publicação da Rede de Observatórios da Segurança de Violências Contra as Mulheres, não apenas indica números perturbadores, mas sim impulsiona uma reflexão sobre a urgência de ações mais eficazes para a proteção das mulheres. Ele nos leva a questionar: onde estamos falhando? Como podemos evitar que mais tragédias aconteçam?

Como podemos prevenir a violência de gênero?

De acordo com Silvia Ramos, simplesmente reagir às agressões não é mais suficientemente. Há uma crescente necessidade de se investir em estratégias de prevenção e proteção preventiva das mulheres. Ramos ressalta a importância de interromper o ciclo de violência antes que ele se concretize, engajando não só as vítimas, mas também suas redes de apoio – amigas, parentes, vizinhas – e principalmente, os homens, que devem se conscientizar e atuar contra este problema que afeta toda a sociedade brasileira.

"Nós compreendemos que não é mais possível apenas atender e acolher as mulheres vítimas de violência que foram quase mortas ou que foram estupradas. Nós hoje compreendemos que é preciso fazer mais, é preciso trabalhar no nível da prevenção, é preciso trabalhar no nível da proteção preventiva às mulheres, é preciso que mulheres não deixem que isso aconteça, que amigas, parentes, mães, irmãs, primas, vizinhas, interrompam as violências e é preciso principalmente que os homens se conscientizem de que este não é um problema só dos homens agressores, é um problema de todos os homens brasileiros." – Silvia Ramos

As palavras de Ramos ecoam a urgente necessidade de uma mudança cultural e estrutural. A jornada é longa, mas há esperança quando todos nos unimos por um futuro mais seguro e justo para as mulheres brasileiras. Levar adiante esta luta não é apenas uma questão de justiça para as vítimas, mas também de compromisso com um amanhã onde a igualdade e a segurança não sejam exceções, mas sim a regra.

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Com informações da Agência Brasil

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