A União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja) e a Defensoria Pública da União (DPU) denunciaram recentemente um caso alarmante: um integrante do povo marubo foi vítima de um ataque violento em sua própria terra. O incidente levanta preocupações sobre a segurança dos povos indígenas e a atuação das autoridades na proteção desses territórios.
O episódio aconteceu em 3 de outubro, quando o indígena, enquanto pescava nas proximidades da aldeia Beija-Flor, foi abordado por pescadores ilegais que haviam invadido a Terra Indígena do Vale do Javari. Conforme relatado pela Univaja, após ser acusado de roubo, ele foi amarrado e amordaçado, sendo deixado à deriva em sua canoa sem meios de pedir ajuda.
Como as autoridades estão lidando com a situação?
Imediatamente após o conhecimento do incidente, a Univaja notificou a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), o Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal (PF). No entanto, enfrentaram dificuldades devido à falta de contingente policial na região, conforme informado pela PF em Tabatinga, AM. Isso gerou críticas severas à falta de ação rápida, comprometendo a coleta de provas e a identificação dos responsáveis.
Quais são as denúncias contra organizações criminosas na região?
Além do ataque, a Univaja expressou preocupação com a presença de grupos criminosos armados que continuam a circular pela área, praticando torturas e outras formas de violência. A região do Vale do Javari, onde aconteceu o trágico assassinato de Bruno Pereira e Dom Phillips em 2022, é de importante atenção por abrigar comunidades vulneráveis, incluindo povos em isolamento voluntário.
Qual é o papel da Defensoria Pública da União?
A DPU, ativa na causa, também pediu prontas ações do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Solicitou dados sobre operações contra pesca ilegal e possíveis invasões no território marubo, além de ponderar sobre a necessidade de uma intervenção da Força Nacional de Segurança Pública para reforçar a proteção das áreas indígenas.
O que diz o Ministério da Justiça?
Por sua vez, o Ministério da Justiça e Segurança Pública declarou estar acompanhando o caso em estreita colaboração com órgãos federais como a Funai e a PF, que coordenam a proteção desses territórios. Apesar disso, alega limitações operacionais na área e atua conforme planejamento estabelecido pela Funai, que inclui patrulhamento fluvial.
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Com informações da Agência Brasil