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BRASIL

Estudo brasileiro alerta para degelo acelerado nas calotas polares

Cientistas da Universidade Federal de São Paulo, integrados ao Programa Antártico Brasileiro (Proantar), alertam para um aumento alarmante no derretimento das geleiras e calotas polares. Se você está se perguntando como o derretimento afeta o planeta, sai

10/03/2026

10/03/2026

Cientistas da Universidade Federal de São Paulo, integrados ao Programa Antártico Brasileiro (Proantar), alertam para um aumento alarmante no derretimento das geleiras e calotas polares. Se você está se perguntando como o derretimento afeta o planeta, saiba que ele impacta diretamente as regiões costeiras e está intimamente ligado ao aquecimento global.

O estudo não se limita à análise do Proantar, mas integrou dados cruciais do World Glacier Monitoring, uma organização internacional dedicada ao monitoramento das alterações nos glaciares. O número é impressionante: desde 1976, as geleiras já perderam quase 9.200 gigatoneladas de gelo. Para ter uma ideia, uma gigatonelada é o equivalente a um trilhão de quilogramas.

O que o derretimento das geleiras significa para o futuro do planeta?

De acordo com o estudo “Planeta em Degelo”, as geleiras e calotas polares liberaram um volume de água que atinge nove mil quilômetros cúbicos. Para você ter uma noção, isso é equivalente ao volume despejado pelo rio Amazonas no oceano durante cerca de 470 dias! As regiões mais afetadas são a Antártica e a Groenlândia, que têm perdido enormes quantidades de gelo.

Por que o degelo está tão acelerado?

O professor Ronaldo Christofoletti, um dos autores do estudo, vincula o derretimento rapidamente crescente ao aquecimento global, que tem alcançado níveis anormais. A consequência direta disso é o risco crescente para as áreas costeiras. "O planeta esquenta, derrete o gelo, que vai para o oceano, elevando o nível do mar e atingindo cidades costeiras", destaca Ronaldo.

Quais são as possíveis soluções para conter esse problema?

Embora algumas medidas já estejam em andamento, Ronaldo enfatiza que os compromissos firmados em conferências climáticas, como a COP 30 realizada no Brasil, precisam ser postos em prática sem demora. Para as áreas costeiras, ações imediatas são essenciais para mitigar o impacto catastrófico esperado.

Como podemos nos preparar para as mudanças climáticas?

A adaptação das cidades, especialmente as costeiras, é urgente. "É preciso ajustar nossas cidades para lidar com o aumento do nível do mar e combater a erosão costeira", reforça o professor. Isso envolve reconhecer o problema e colocar em prática medidas de proteção das orlas.

Educação pode fazer a diferença na conscientização?

O Brasil tem sido pioneiro ao incluir a cultura oceânica no currículo escolar, com a iniciativa conhecida como “currículo azul”. Esta medida visa conscientizar os jovens sobre a importância vital dos oceanos para a vida no planeta. O conhecimento é um empregador importante na luta contra as mudanças climáticas.

*Sob supervisão de Vitória Elizabeth.

2:29?

Com informações da Agência Brasil

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