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BRASIL

Polícia Federal abre investigação sobre trend que incita misoginia

Você já deve ter percebido como algumas tendências de linguagem nas redes sociais podem ultrapassar os limites e se tornarem perigosas. Nos últimos dias, a Polícia Federal iniciou uma investigação preocupante sobre vídeos que fazem apologia à violência co

10/03/2026

10/03/2026

Você já deve ter percebido como algumas tendências de linguagem nas redes sociais podem ultrapassar os limites e se tornarem perigosas. Nos últimos dias, a Polícia Federal iniciou uma investigação preocupante sobre vídeos que fazem apologia à violência contra a mulher. Esta ação foi desencadeada após denúncias, que indicam a circulação de conteúdos gravemente ofensivos e violentos, nos quais homens simulam agressões contra mulheres. Mas o que levou a esses vídeos ganharem tanto espaço?

O problema se intensificou a ponto de a Advocacia-Geral da União envolver-se, solicitando que a PF analisasse a situação de perto. Durante essa investigação, novos materiais foram encontrados e igualmente eliminados das plataformas, mostrando que o buraco é mais fundo do que parece. É necessário entender como esses conteúdos se espalharam e como podemos combatê-los efetivamente.

Como a Polícia Federal está agindo contra esses vídeos?

Após denúncias, a PF encaminhou uma notificação as plataformas sociais, exigindo a conservação de dados e a retirada do conteúdo problemático. A ação não parou por aí. Mais vídeos similares foram identificados, reportados e removidos, numa clara e contínua tentativa de combater a disseminação desse tipo de conteúdo. O objetivo é garantir que tanto os vídeos quanto os responsáveis sejam devidamente identificados e sancionados pela justiça.

Quem são os responsáveis pelos conteúdos misóginos?

Esses vídeos foram inicialmente rastreados a quatro perfis no TikTok. Os autores enfrentam agora a possibilidade de responder judicialmente por incitações ao feminicídio e outras formas de agressão contra a mulher. Essas atitudes não apenas infringem a lei, mas também promovem uma cultura de ódio e violência que precisa ser revertida.

Por que esses conteúdos proliferam em comunidades online?

Grupos conhecidos como “machosfera”, red pills e incels, onde homens ressentidos cultivam sentimentos de injustiça em relação às mulheres e à sociedade, são os principais propagadores desse tipo de conteúdo. Em entrevista, Eunice Guedes, da Universidade Federal do Pará, destacou como nos últimos 10 anos, esses movimentos ganharam força e mais visibilidade nas redes.

imagem representativa da violência contra a mulher

Como a sociedade pode combater a misoginia?

Além de leis que incriminem a misoginia, a pesquisadora Eunice Guedes defende uma mudança cultural e proativa por parte da sociedade. Segundo ela, não basta apenas punir; é preciso conscientização e prevenção, um desafio para todos nós, tanto em casa quanto em organismos sociais e governamentais.

A triste realidade é que a violência contra a mulher é uma questão grave no Brasil, com dados do Ministério da Justiça indicando quatro feminicídios diários. É mais do que necessário fazermos parte da mudança. E lembre-se: se você ou alguém que conhece está em perigo, denuncie pelo Ligue 180.

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Com informações da Agência Brasil

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