A Polícia Federal abriu uma investigação para tratar de uma preocupante tendência nas redes sociais: vídeos do TikTok que fazem apologia à violência contra a mulher. Denúncias sobre essas publicações chegaram à corporação, levando à ação imediata. Este movimento online, que já foi identificado e denunciado, levanta uma questão crucial: como proteger melhor as mulheres em ambientes digitais?
Em resposta, a PF solicitou à plataforma a preservação dos dados e a remoção imediata desse conteúdo. Durante suas análises, identificaram ainda mais vídeos, todos reportados e excluídos pela rede. A preocupação das autoridades é clara, visto que esses vídeos mostravam homens simulando agressões quando suas investidas amorosas são rejeitadas. O que mais está por trás dessa nova e preocupante tendência?
Por que a violência digital precisa de um basta?
Esses vídeos têm origem em quatro perfis do TikTok, segundo a Advocacia-Geral da União (AGU), e os criadores podem ser responsabilizados por incitação a crimes como feminicídio, ameaça e violência psicológica. O TikTok rapidamente removeu os vídeos por violarem suas Diretrizes da Comunidade e está ativo na busca por conteúdo semelhante. Mas será a remoção suficiente?
Quem são os "inimigos online"?
Grupos misóginos, conhecidos como "machosfera", "red pills" e "incels", estão na linha de frente dessa cultura de ódio. Homens nestas comunidades veiculam discursos violentos sob o argumento de serem injustiçados pela sociedade e pelas mulheres. Esses grupos estão se tornando cada vez mais ativos online, intensificando a necessidade de ação.
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"O movimento ganhou força nos últimos anos", explica Eunice Guedes, professora da Universidade Federal do Pará. "Precisamos de leis rígidas para criminalizar a misoginia e de um esforço conjunto da sociedade para combater este cenário", completa a militante. Como a sociedade pode reagir de maneira efetiva?
O papel das leis e da sociedade
Eunice Guedes destaca a necessidade de um arcabouço jurídico robusto que não apenas puna, mas também previna esse tipo de comportamento. "Não podemos depender só da punição. A prevenção começa com a mudança de paradigmas e concepções culturais", ressalta. Num país onde os dados revelam quatro feminicídios diários, cada medida se torna crucial.
Como você pode denunciar?
Caso você ou alguém que conheça esteja sofrendo com violência doméstica, é possível pedir ajuda a qualquer hora pela Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180. Esse serviço é gratuito e funciona 24/7. Ele está disponível também no WhatsApp: (61) 9610-0180 e pelo e-mail central180@mulheres.gov.br. Denúncias também podem ser feitas em delegacias especializadas ou comuns, além das Casas da Mulher Brasileira.
Outro recurso é o Disque 100, que recebe casos de violações de direitos humanos, e o 190 para ocorrências policiais. É crucial que todos saibam como e onde procurar ajuda, pois denunciar é um passo importante na luta contra a violência.
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Com informações da Agência Brasil