
Imagine mulheres determinadas, enfrentando latifúndios para defender seus direitos e lutar contra a violência. É isso que está acontecendo com as integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Desde o último dia 8, mulheres do movimento estão ocupando grandes propriedades em estados como Rio Grande do Sul, São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Pernambuco, Piauí e Tocantins. Elas estão reivindicando uma reforma agrária popular e combatendo a violência de gênero.
A ação faz parte da Jornada Nacional de Lutas das Mulheres do MST. Segundo o movimento, as nove propriedades ocupadas são locais de graves acusações, incluindo práticas de trabalho escravo, grilagem de terras e devastação ambiental.
O que motiva essas ocupações?
Ayala Ferreira, da coordenação nacional do MST, destaca que "a jornada tem expressado aquilo que pode ser as mulheres organizadas enfrentando os crimes do latifúndio e também enfrentando essa escalada de violência contra as mulheres, legitimada muito por esse discurso conservador e pelo avanço da extrema direita em nossa sociedade". Esse movimento corajoso das mulheres do MST mostra a força em resistir e organizar-se frente à opressão.
Quais outras ações estão acontecendo?
Bloqueios de rodovias, marchas e protestos pedindo reforma agrária também fazem parte dessa jornada. Até agora, essas ações aconteceram em 13 estados e 23 municípios, deixando claro o comprometimento das participantes em lutar por mudanças significativas.
"Nós estamos, nesse exato momento, em processos de ocupação de latifúndios, de bloqueio de rodovias, de marchas, em processos de diálogos e de formação com outras companheiras e companheiras de outros movimentos urbanos e também rurais, tentando expressar o que pode ser a capacidade de organizar e de resistir das mulheres da classe trabalhadora", afirma Ferreira.
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Com informações da Agência Brasil