O Instituto Médico Legal (IML) finalmente revelou os detalhes por trás do trágico falecimento da policial militar Gisele Alves Santana. Após a exumação do corpo, descobriu-se a presença de lesões contundentes no rosto e na região cervical, lançando novas luzes sobre o caso que aconteceu em meados de fevereiro.
Essas lesões foram identificadas como resultado de uma pressão digital e uma escoriação que remete a um estigma ungueal, ou seja, perfurações causadas por unhas. O relatório, datado do último sábado, chegou um dia após a exumação, desvendando detalhes cruciais que poderiam reescrever os últimos momentos da policial.
O que os laudos revelam sobre as lesões encontradas?
Desde o laudo necroscópico inicial, realizado em 19 de fevereiro, já havia indicações de marcas semelhantes. Na época, o corpo de Gisele apresentava "estigmas digitais" — lesões equimóticas de formato arredondado — que levantaram as primeiras suspeitas de pressão física. Essas marcas foram descritas como compatíveis com a presença de unhas.
Qual foi a causa oficial da morte?
Apesar das lesões registradas, ambos os laudos concluíram que a causa oficial da morte foi um traumatismo cranioencefálico grave, devido ao disparo de projétil de arma de fogo. Esse detalhe coloca um novo enfoque sobre as condições que cercaram o incidente.
O que diz a Secretaria da Segurança Pública?
Procurada pela Agência Brasil, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo afirmou que a autoridade policial ainda aguarda a finalização dos laudos relacionados à reconstituição e à exumação do corpo. A secretaria frisou que, por enquanto, os detalhes do caso permanecem sob sigilo judicial.
Qual é a versão dos acontecimentos no dia da tragédia?
Em 18 de fevereiro, a comunidade foi surpreendida com a notícia de que a policial militar foi achada com um tiro na cabeça, no apartamento onde vivia com o marido, o tenente-coronel Geraldo Leite. Na ocasião, ele estava presente e alegou que o trágico evento tratava-se de um suicídio.
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Com informações da Agência Brasil