O tarifaço anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, promete causar agitação no mercado de exportações brasileiras. Você sabia que 75% dos minérios que exportamos para os americanos vão ficar de fora dessa nova tarifação? É isso mesmo! Mas ainda assim, o impacto será sentido por aqui.
Nesta quarta-feira (30), Trump assinou uma Ordem Executiva que aplica uma taxa de 50% sobre vários produtos brasileiros destinados ao mercado americano. No entanto, uma boa notícia: uma lista com cerca de 700 produtos, incluindo suco e polpa de laranja, combustíveis e aeronaves civis, estão isentos dessa nova regra. Mas e quanto ao setor mineral, como ele se sai nessa história?
Como o setor mineral fica após o tarifaço?
De acordo com uma análise preliminar do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), da quantia de 1,53 bilhão de dólares que representa 4% das exportações minerais brasileiras para os EUA, cerca de 75% está segurando o alívio de não ser tarifado. Em contrapartida, 25% das nossas exportações vão sentir o peso dessa taxa, conforme informou a entidade em nota oficial.
Os minerais que escaparam desse custo adicional são o caulim, o cobre, o manganês, o vanádio, a bauxita e algumas pedras e rochas ornamentais. Ainda assim, o Ibram não tira os olhos do decreto para entender completamente suas implicações e está empenhado em garantir que todos os minerais brasileiros escapem dessa sobretaxa.
As novas taxas entram em vigor em sete dias, marcando a data de 6 de agosto como um dia crucial para o comércio exterior. Enquanto isso, fica a expectativa do que mais está por vir no cenário internacional.
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Por que os EUA decidiram por essa taxação?
Na justificativa de Trump, o Brasil foi classificado como uma "ameaça incomum e extraordinária" à segurança nacional dos EUA. Tal categorizaçãoparente a determinados países considerados hostis a Washington, como Cuba, Venezuela e Irã. Mas, você pode se perguntar, por que o Brasil?
A resposta vem em críticas severas ao que seriam perseguições e intimidações promovidas contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus seguidores, eventos que, segundo o documento, infringem os direitos humanos e minam o Estado de Direito no Brasil.
Quem mais é citado nessa controvérsia?
Não é apenas contra o ex-presidente Bolsonaro que as críticas estão direcionadas. Ações do governo brasileiro sobre plataformas digitais e decisões do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, também foram mencionadas como justificativas para a aplicação das tarifas.
Trump acusa ainda o ministro Moraes de extrapolar sua autoridade judicial para atingir oponentes políticos e coibir dissidências através de medidas como confisco de passaportes e prisões sem julgamento. Essa pressão internacional não só afeta as relações diplomáticas, mas pode também repercutir no cenário econômico e político do Brasil.
Com informações da Agência Brasil