Em um movimento que promete transformar a realidade de milhões de brasileiros, o governo federal está prestes a oficializar uma medida provisória que garantirá gás de cozinha gratuito para 17 milhões de famílias, o que marca um avanço significativo em política social. O programa Gás para Todos, como está sendo chamado, está em "fase final de elaboração" conforme anunciado pelo Ministério de Minas e Energia (MME). É uma iniciativa que, quando concretizada, poderá aliviar o peso no bolso dos cidadãos mais necessitados.
Em sua recente visita à Usina Termelétrica GNA II, localizada no Porto do Açu, em São João da Barra, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou o compromisso em fornecer gás gratuito às famílias brasileiras de baixa renda. Essa promessa foi destacada em seu discurso, ilustrando a determinação do governo em combater as dificuldades enfrentadas devido aos altos custos de vida.
“Vamos anunciar, e tem que ser logo, que as pessoas mais humildes deste país vão parar de pagar o gás a R$ 140. Não é possível que a Petrobras consiga tirar o botijão de 13 quilos por R$ 37, e a pessoa, na sua casa, compre a R$ 130 ou R$ 140. Tem pouca gente ganhando dinheiro às custas do sofrimento de muitos. Então, nós vamos garantir que 17 milhões de famílias mais pobres tenham o gás de graça para poder cozinhar seu feijão e o seu arroz”, disse o presidente.
Qual o impacto social e energético do programa?
O programa não apenas mira uma solução econômica, mas também ambiental, substituindo o uso prejudicial de lenha e outras fontes de energia menos limpas por gás de cozinha, como explicou o MME à Agência Brasil. Isso não só melhora a qualidade de vida das famílias de baixa renda, mas também atua como uma medida de saúde pública crucial ao evitar a exposição à fumaça tóxica.
“Pelo lado social, trata de melhorar as condições de vida da população mais carente, além de contribuir para a saúde pública, ao substituir o uso da lenha por uma fonte de energia mais limpa, protegendo principalmente mulheres e crianças da exposição à fumaça tóxica”, informou a pasta.
Energeticamente, o programa visa reduzir a pobreza por meio de acesso direto ao botijão, aliviando assim o orçamento familiar, como complementou o MME. Esse é um ponto crucial, dado que famílias precisam de alternativas acessíveis de energia para suas necessidades diárias.
Com essa iniciativa, o governo não apenas busca combater o "Mapa da Fome" no qual o Brasil encontrava-se em agosto de 2024, mas também trazer esperança de um futuro mais sustentável e econômico para milhões de brasileiros.
Com informações da Agência Brasil