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ECONOMIA

Vagas na área de educação fazem o desemprego ser o menor já registrado

As atividades educacionais ganharam destaque no segundo trimestre deste ano ao contribuírem significativamente para que o Brasil atingisse a mais baixa taxa de desemprego registrada desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Dom

01/08/2025

01/08/2025

As atividades educacionais ganharam destaque no segundo trimestre deste ano ao contribuírem significativamente para que o Brasil atingisse a mais baixa taxa de desemprego registrada desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), conduzida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com esse crescimento na ocupação, o país alcançou 102,3 milhões de trabalhadores empregados, um verdadeiro recorde.

O IBGE revelou que a taxa de ocupação para o trimestre finalizado em junho ficou em 5,8%. Dentre os dez setores analisados, o grupo que inclui administração pública, educação e saúde foi o único a mostrar expansão. Ao todo, quase 18,9 milhões de pessoas estavam empregadas nesses setores, um aumento de 4,5% em comparação ao trimestre anterior.

O que impulsionou a educação nesse cenário?

Dentro desse movimento, a área de educação, tanto pública quanto privada, desempenhou um papel crucial, fomentando diversas contratações. O aumento na oferta de vagas para funções como professores, serventes e inspetores nas escolas, principalmente nas redes municipais, ajudou a alavancar esses números.

Adriana Beringuy, coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, destacou que esse comportamento tem um viés sazonal, relacionado ao retorno do calendário escolar, especialmente no ensino fundamental. Tradicionalmente, a administração pública realiza demissões ao final do ano e recontrata a partir de março.

"Além disso, as atividades de saúde também contribuíram para esse crescimento, mas o segmento da educação é bastante relevante nesse processo de recuperação aqui nesse [segundo] trimestre", comentou Beringuy.

Quais foram as mudanças nos outros setores?

  • Agricultura: aumento de 126 mil postos (1,7%)
  • Indústria geral: criação de 163 mil vagas (1,2%)
  • Construção: redução de 14 mil postos (queda de 0,2%)
  • Comércio: acréscimo de 258 mil empregos (1,3%)
  • Transporte: incremento de 123 mil vagas (2,1%)
  • Alojamento e alimentação: diminuição de 55 mil postos (queda de 1%)
  • Setores de serviços financeiros e comunicação: 223 mil novos empregos (1,7%)
  • Serviços domésticos: crescimento de 60 mil vagas (1,1%)
  • Outros serviços: adição de 101 mil empregos (1,9%)

Por que a Pnad foi atualizada?

A Pnad Contínua de 31 de julho foi a primeira amostra a utilizar dados revisados a partir do Censo 2022. Isso impactou a reavaliação de toda a série histórica da pesquisa, uma prática comum internacionalmente.

Adriana Beringuy esclareceu que essa atualização não alterou significativamente a dinâmica do mercado de trabalho. Em 159 trimestres analisados desde 2012, apenas 25 tiveram índices revistos, com variações abaixo de 0,1 ponto percentual.

O índice de desemprego mais alto registrado foi de 14,9%, durante o auge da pandemia, em setembro de 2020 e março de 2021. Desde outubro de 2021, não houve modificações nos índices trimestrais.



Com informações da Agência Brasil

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