23° 19° | Rio de Janeiro - RJ

Dólar | 5.30

seta de subida seta de descida

Euro | 1.52

seta de subida seta de descida

Peso | 3.20

seta de subida seta de descida

lupa
lupa
lupa
ECONOMIA

Tarifaço impõe desafios para indústria química nacional, diz Abiquim

Imagine o impacto para a indústria química brasileira: um novo decreto dos Estados Unidos trouxe uma virada inesperada para o comércio exterior. No dia 6 de agosto, entrou em vigor uma taxação de 50% em determinados produtos brasileiros, afetando profunda

01/08/2025

01/08/2025

Imagine o impacto para a indústria química brasileira: um novo decreto dos Estados Unidos trouxe uma virada inesperada para o comércio exterior. No dia 6 de agosto, entrou em vigor uma taxação de 50% em determinados produtos brasileiros, afetando profundamente setores que são pilares da economia, como móveis, têxteis, couro e borracha. O que você precisa saber agora sobre essa mudança?

Segundo reporta a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), essa decisão já está gerando cancelamentos de pedidos por parte de clientes americanos. Curiosamente, o decreto trouxe cerca de 700 exceções à tarifa, uma lista que, no entanto, não contempla muitos dos produtos químicos que saem do Brasil rumo aos EUA.

Como essa taxação afeta a indústria química brasileira?

O superávit dos EUA em relação ao setor químico brasileiro é de cerca de US$ 8 bilhões. Em 2024, a taxa média aplicada pelo Brasil aos produtos químicos industriais dos EUA foi de 7,7%. Já as exportações brasileiras para os EUA somaram US$ 2,4 bilhões. No entanto, a maioria (82%) desses produtos exportados estava concentrada em 50 códigos NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul).

“Desses 50 principais itens, apenas cinco não serão afetados pela nova tarifa adicional e representaram US$ 697 milhões exportados. Os restantes, que somam US$ 1,7 bilhão, enfrentarão uma alíquota extra de 40%, elevando a carga tributária total a 50%”, destaca a Abiquim.

Quais são os próximos passos para mitigar esses impactos?

A Abiquim enfatiza a necessidade de um "diálogo construtivo e cooperação bilateral" para encontrar soluções que atenuem esses desafios. O apoio das autoridades brasileiras é crucial nesse momento, seja através do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços ou por meio de negociações diplomáticas.

Juntamente com o American Chemistry Council, a Abiquim elaborou uma declaração entregue aos governos de ambos os países, apelando por "ações concretas" para proteger a integração produtiva e resiliência das cadeias de suprimento químico.

Que medidas podem ser adotadas para fortalecer o setor?

Entre as medidas propostas, a Abiquim sugere:

  • Adoção de direitos provisórios de defesa antidumping.
  • Reforço de recursos humanos e tecnológicos para respostas rápidas a desvios de comércio.
  • Devolução imediata de saldos credores de ICMS.
  • Criação de novas linhas de financiamento à exportação.
  • Ampliação do programa Reintegra, que incentiva a exportação de produtos manufaturados.

O cenário é desafiador, mas com as medidas certas e uma estratégia bem coordenada, existe potencial para minimizar os contratempos e retomar o ritmo das exportações brasileiras. Será que conseguirão virar o jogo? Apenas o tempo dirá, mas você pode acompanhar de perto cada passo dessa história.



Com informações da Agência Brasil

Tags