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ECONOMIA

Preço do café cai pela primeira vez depois de 18 meses, diz IBGE

Em um cenário econômico onde pequenas mudanças podem ter grandes impactos, a recente divulgação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) trouxe um alento para os amantes do café: pela primeira vez em 18 meses, o preço do café moído caiu.

12/08/2025

12/08/2025

Em um cenário econômico onde pequenas mudanças podem ter grandes impactos, a recente divulgação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) trouxe um alento para os amantes do café: pela primeira vez em 18 meses, o preço do café moído caiu. Em julho, a inflação oficial registrou 0,26%, e o café amargou uma queda de 1,01% no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Essa informação é especialmente impactante, considerando que nos meses anteriores, o preço do café havia subido substancialmente, quase dobrando.

Essa queda representa um alívio, mas ainda deixa rastros da alta acumulada. Enquanto muitos consumidores celebram a novidade, a indústria está de olho nas variáveis que podem moldar os preços nos próximos meses. Como será que esse panorama econômico irá se desdobrar?

Por que o preço do café diminuiu?

Segundo Fernando Gonçalves, gerente da pesquisa do IBGE, essa queda significativa no preço do café moído se deve, em grande parte, à safra abundante. Contrariando especulações, ele esclarece que a redução não está relacionada ao tarifaço dos Estados Unidos, que só começou a vigorar no início de agosto, mas sim ao aumento na oferta de café graças à colheita de julho. "Em julho, já estava começando a colheita, uma oferta maior no campo. Pode ser efeito dessa maior oferta", afirma Gonçalves.

Essa dinâmica reflete como o aumento na oferta tende a aliviar os preços, já que reduz a pressão da demanda. Com mais café disponível, a expectativa é que os preços se estabilizem ou mesmo continuem a baixar, oferecendo uma vantagem competitiva aos consumidores no mercado interno. Contudo, as tensões comerciais com os Estados Unidos pairam como uma incerteza futura.

Impactos do comércio exterior no preço do café

Os efeitos do tarifaço, que impôs uma taxa de 50% sobre alguns produtos brasileiros, incluindo o café, ainda são aguardados. "Tendo uma oferta maior do produto, a tendência é redução de preços", reitera Gonçalves. No entanto, caso os produtores brasileiros não consigam redirecionar suas vendas internacionais, especialmente para encontrar novos compradores além dos americanos, o efeito do tarifaço pode ser mais perceptível no aumento dos preços no mercado estrangeiro, restringindo as oportunidades internacionais.

Se os produtores encontrarem novos mercados que compensem a redução de exportações para os EUA, o impacto pode ser mitigado. De qualquer forma, como consumidor, ficar por dentro dessas tendências pode ser crucial para entender o panorama de preço do seu café diário.

O papel do clima e da China no cenário do café

Nos 18 meses antes de julho, os preços do café foram fortemente impactados por eventos climáticos que devastaram safras, enquanto a demanda global, especialmente da China, continuou a crescer. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic), o aumento do consumo chinês impulsionou em parte essa pressão de alta no mercado global.

Esses fatores — clima desfavorável e nova e fervorosa demanda asiática — contribuíram significativamente para que o preço do grão praticamente dobrasse no período. No entanto, com melhorias no clima e o manejo cauteloso da produção, espera-se que o mercado encontre um equilíbrio mais sustentável.

Portanto, ainda que tenhamos atualmente uma conjuntura favorável com os preços do café, as nuances dessa commodity continuam intrincadas. Saber navegar por essas flutuações é fundamental para consumidores e produtores que buscam entender a lógica do mercado e as forças externas que o influenciam.



Com informações da Agência Brasil

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