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ECONOMIA

Lula diz que não recuou da ideia de moeda própria do Brics

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirma o interesse em explorar a criação de uma moeda comum para os países do Brics, mesmo frente a ceticismos. Ele acredita na necessidade de testar essa ideia para fortalecer a autonomia econômica do bloco.

12/08/2025

12/08/2025

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirma o interesse em explorar a criação de uma moeda comum para os países do Brics, mesmo frente a ceticismos. Ele acredita na necessidade de testar essa ideia para fortalecer a autonomia econômica do bloco.

“É preciso testá-la. Se testar e fracassar, eu estava errado. Mas eu acho que é preciso alguém me convencer que eu estou errado”, declara Lula em entrevista a Reinaldo Azevedo, da Band News.

Qual o impacto do Brics para o Brasil e os desafios envolvidos?

Lula destaca que o Brics, formado por países como Brasil, Rússia, Índia, China, e África do Sul, é um marco de sucesso para o Brasil no cenário internacional. Em suas palavras, esse bloco pode incomodar, até mesmo, gigantes como os Estados Unidos. “Pode ser que o presidente Trump esteja um pouco de ciúmes da participação do Brasil nos Brics”, menciona Lula, reforçando a relevância do bloco.

Para o presidente, a união dos países do Sul global sob a bandeira do Brics é essencial para promover interesses comuns e coletivos, dando voz a estas nações no cenário global. Ele enfatiza que esta união representa metade da população mundial e um terço do PIB global, evidenciando o impacto do bloco no cenário econômico.

Por que uma nova moeda é relevante para o Brics?

Em relação ao comércio internacional, Lula questiona a dependência mundial do dólar, uma moeda emitida por apenas uma nação, os Estados Unidos. Ele sugere a negociação direta entre os países do Brics em suas próprias moedas.

“O dólar é uma moeda importante, mas nós podemos discutir nos Brics, a necessidade de uma moeda de comércio entre nós.”

Lula defende a importância do multilateralismo, onde “o equilíbrio seria possível sem a predominância de um país sobre outros”. Essa abordagem, segundo ele, favorece negociações comerciais mais justas entre estados com diferentes capacidades e potências.

O que esperar das próximas negociações internacionais?

Na agenda diplomática, um ponto chave será a Assembleia Geral da ONU em 23 de setembro. Lula planeja defender o multilateralismo e a preservação ambiental, criticando, ainda, a retirada dos Estados Unidos do Acordo de Paris.

Lula convida continuamente líderes internacionais para discussões, como na recente comunicação enviada ao presidente Trump o convidando para a Conferência das Partes (COP), ainda sem resposta.

Nesse diálogo de tensões e expectativa, o esforço de Lula visa não só proteger os interesses brasileiros, mas fortalecer a posição do Brics no cenário global.



Com informações da Agência Brasil

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