Imagine transformar uma dor inimaginável na força motriz para ajudar outros a superar situações semelhantes. Evelin de Moura Nascimento, aos 38 anos, fez exatamente isso após a perda trágica de seu filho de apenas 2 anos e 4 meses, vítima de negligência médica. Decidida a usar essa dor em benefício de outros, Evelin criou o projeto "Mufi", com o objetivo de oferecer suporte a famílias que enfrentam situações similares.
A iniciativa de Evelin é marcada pela produção de camisas estampadas, um gesto simbólico para dar voz à necessidade urgente de justiça e conscientização sobre negligência médica. Mas, o que começou como um luto pessoal se transformou em um movimento de solidariedade e empoderamento. "O Mufi virou uma marca e agora vou criar peças buscando justiça pelo meu filho", afirma Evelin.
Como a tragédia impulsionou o empreendedorismo feminino?
Com formação em técnico de produção de moda, Evelin encontrou no Projeto Mulher Potência Empreendedora um porto seguro. Esse curso não só ajudou Evelin a canalizar seu luto, mas também a lançá-la no mundo do empreendedorismo, agora firme no propósito de buscar justiça e promover mudança. "Essa luta também é em prol da minha filha de 1 ano e 11 meses para mostrar que, a partir de um luto, a vida não acaba, se inicia um outra", reforça Evelin.
Quais são os impactos do Projeto Mulher Potência Empreendedora?
Na cerimônia de formatura no Teatro Bangu Shopping, Evelin e outras 259 mulheres celebraram o término de um curso que as preparou para abrir negócios nos setores de gastronomia, moda e beleza. Desde 2022, o projeto já acolheu 1,7 mil mulheres e gerou 684 novos negócios. De acordo com Maria Garibaldi, diretora executiva do Instituto da Providência, "as mulheres agora têm uma visão de futuro como empreendedoras".
O que move outras histórias de sucesso?
Entre essas histórias está Raquel Baltar de Paula, que encontrou no projeto um meio de aumentar a renda de sua família após as dificuldades financeiras. Iniciou sua jornada com a revenda de salgados na rua, mas logo se viu produzindo seus próprios produtos. "Conhecer o projeto, aprender a técnica de doces e salgados... tive profissionais maravilhosos, me apoiando", destaca Raquel.
Como a capacitação pode transformar vidas?
Claudete Luiz da Costa, 44 anos, também encontrou no curso uma razão para seguir em frente. Antes, sem perspectiva, viu sua vida transformada após concluir o curso de cílios e sobrancelhas. Agora, com confiança renovada, Claudete declara: "Hoje eu estou capacitada para o mercado de trabalho, eu tenho convicção que darei o meu melhor".
Este projeto é muito mais do que aprendizado técnico; é uma rede de apoio que transforma vidas, une histórias de superação e empodera mulheres a se tornarem protagonistas de sua própria trajetória. *Estagiária sob supervisão de Gilberto Costa
Com informações da Agência Brasil