Em meio à dor de uma perda irreparável, Evelin de Moura Nascimento encontrou uma força transformadora ao encarar a morte de seu filho de apenas dois anos e quatro meses. A tragédia, decorrente de negligência médica, se tornou o impulso para Evelin dar início a um projeto que acolhe outras famílias em situações semelhantes. Você já imaginou transformar um luto pessoal em uma luta coletiva? É exatamente isso que ela tem feito.
O projeto, batizado de "Mufi", que significa "mais um futuro", nasceu dessa determinação. Evelin não apenas confecciona camisas, como também busca ampliar a consciência sobre a questão da negligência médica, oferecendo apoio a quem precisa. Conheça mais sobre essa iniciativa inspiradora que transforma dor em esperança.
Como o projeto Mufi começou?
Evelin, formada em cultura criativa, descreve o projeto como um legado para seu filho e uma forma de gerar impacto positivo. A experiência não foi fácil, mas ao encontrar apoio no curso de capacitação do Projeto Mulher Potência Empreendedora, sua perspectiva começou a se transformar. "O curso me ajudou muito nessa fase de perda de um filho, me senti muito acolhida. O Mufi virou uma marca e agora vou criar peças buscando justiça pelo meu filho", revelou Evelin.
Qual o impacto do projeto nas comunidades?
Ao se formar no projeto Mulher Potência Empreendedora, Evelin se juntou a outras 259 mulheres que passaram a atuar em setores como gastronomia, moda e beleza. Segundo Maria Garibaldi, diretora executiva do Instituto da Providência, essas mulheres não apenas conquistaram autonomia e geração de renda, mas também puderam proporcionar melhor qualidade de vida para suas famílias.
"As mulheres continuam com mentorias para abertura dos negócios. São mulheres dos 18 aos 60 anos, em situação de vulnerabilidade, residentes na zona oeste do Rio. São mulheres que hoje não geram renda e depois vão ter um aumento exponencial da renda", explica a diretora.
Raquel Baltar: uma história de superação e sucesso
A história de Raquel Baltar de Paula, de 40 anos, é outro exemplo de como a capacitação pode transformar vidas. Após seu marido e filho de 20 anos perderem o emprego, ela encontrou uma oportunidade na produção e revenda de salgados. "Vi como uma oportunidade de, em vez de ser funcionária, comprar salgados para revender. E foi assim que a minha história começou", contou Raquel.
Com o tempo, Raquel ampliou seu negócio e buscou capacitação no Instituto da Providência, garantindo que poderia oferecer mais qualidade nos produtos e, assim, aumentar ainda mais sua renda familiar. "Agora eu posso dizer que foi a melhor coisa da minha vida que me aconteceu", afirmou.
Claudete Luiz da Costa: de mãos atadas a empreendedora confiante
Claudete, de 44 anos, viveu uma transformação espetacular. De uma situação de estagnação, graças a uma amiga, encontrou no curso de cílios e sobrancelhas um novo começo. "Entrei totalmente crua, mas lá a gente não fez só um curso. Fomos amparadas pelas meninas do Instituto, pelas colegas de curso. Hoje eu estou capacitada para o mercado de trabalho", destacou Claudete.
Este relato é mais uma demonstração do poder da união e da capacitação. O Projeto Mulher Potência Empreendedora continua a ser um farol de esperança, inspirando mulheres a romperem barreiras e conquistarem sua autonomia financeira.
*Estagiária sob supervisão de Gilberto Costa
Com informações da Agência Brasil