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ECONOMIA

Governador e ministro apoiam estudo da Petrobras na Margem Equatorial

No norte do Brasil, uma nova fronteira energética está se abrindo e promete transformar não só a economia local, mas também a nacional. O anúncio da concessão da licença pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama)

20/10/2025

20/10/2025

No norte do Brasil, uma nova fronteira energética está se abrindo e promete transformar não só a economia local, mas também a nacional. O anúncio da concessão da licença pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) à Petrobras, autorizando a perfuração de poços para pesquisa exploratória na bacia sedimentar da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial, trouxe novas esperanças.

O governador do Amapá, Clécio Luís, celebrou a licença como um "passo histórico rumo ao conhecimento sobre o potencial energético do Amapá e ao desenvolvimento da Amazônia". Mas como essa decisão impacta a região e o país? Vamos explorar as repercussões dessa nova etapa da extração de petróleo na Margem Equatorial.

Quais são as expectativas para a Margem Equatorial?

A chamada Margem Equatorial é uma das áreas marítimas mais promissoras do Brasil, com reservas potenciais estimadas em até 16 bilhões de barris de petróleo. A produção pode alcançar 1,1 milhão de barris por dia. Este "novo Pré-Sal da Amazônia" se estende desde a foz do rio Oiapoque, no Amapá, até o litoral norte do Rio Grande do Norte.

Como a economia do Amapá pode ser impactada?

Estimativas da Confederação Nacional da Indústria (CNI) sugerem que a exploração pode incrementar o PIB do Amapá em até 61,2%, criando cerca de 54 mil empregos diretos e indiretos. Além disso, a região pode ganhar até 495 mil novos empregos formais e adicionar R$ 175 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil.

Municípios como Oiapoque, Calçoene, Amapá, Macapá, Itaubal e Santana devem sentir um impulso em serviços, infraestrutura, habitação e formação técnica, mudando o cenário econômico local drasticamente.

Há controvérsias em torno do licenciamento ambiental?

Embora a licença seja comemorada por entidades do setor de petróleo, como a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e o Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), diferentes setores da sociedade estão em pé de guerra. Ambientalistas e cientistas criticaram a autorização do Ibama e há promessas de ações judiciais para denunciar alegadas ilegalidades no processo de licenciamento.

O grupo alerta para potenciais impactos negativos à 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que será realizada em Belém, e à importância da Amazônia para o clima global.

Por que a Margem Equatorial é estrategicamente importante?

Para o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, a pesquisa na Margem Equatorial representa o "futuro da nossa soberania energética". Ele destaca que a exploração deve ser ambientalmente responsável, pautada nos mais altos padrões internacionais e trazendo benefícios concretos para a população brasileira.

Com essas reservas estimadas, o Amapá e o Brasil se posicionam em um cenário estratégico para o fornecimento de energia sustentável e de baixo carbono, buscando minimizar os impactos ambientais.

No entanto, a discussão continua aquecida, envolvendo questões econômicas, sociais e ambientais que serão decisivas para o futuro da exploração de petróleo no Brasil.



Com informações da Agência Brasil

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