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ECONOMIA

ANP leiloa nesta quarta sete blocos de petróleo no pré-sal

Se você está interessado nas movimentações do mercado de petróleo brasileiro, o leilão desta quarta-feira (22) é um evento que não pode passar despercebido. O governo realizará a oferta de sete importantes blocos de exploração na cobiçada região do pré-sa

22/10/2025

22/10/2025

Se você está interessado nas movimentações do mercado de petróleo brasileiro, o leilão desta quarta-feira (22) é um evento que não pode passar despercebido. O governo realizará a oferta de sete importantes blocos de exploração na cobiçada região do pré-sal, evento liderado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Com a presença de gigantes do setor, incluindo a Petrobras, o leilão promete aquecer o mercado.

Marcado para começar às 10h, a sessão pública do 3º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha da Produção (OPP) será conduzida diretamente da sede da ANP, no Rio de Janeiro. Mas o que realmente está em disputa? O interesse é alto, e entendemos o porquê.

O que está em jogo nos blocos do pré-sal?

As OPPs são extremamente estratégicas para o Brasil. Elas oferecem a chance de explorar os tesouros escondidos no polígono do pré-sal, que abrigam algumas das maiores reservas de petróleo do país. Desta vez, 15 empresas, entre elas três brasileiras e 12 gigantes multinacionais, têm a chance de entrar na competição por sete blocos, localizados nas ricas bacias de Santos e Campos.

Quais empresas estão na disputa?

A competição é acirrada, com brasileiros e multinacionais lado a lado. Entre as nacionais estão: Petrobras, Prio e Brava Energia. Já no cenário internacional, temos peso-pesados como BP, Chevron, Shell e Total Energies representando o Reino Unido, EUA, entre outras nações. Essas empresas já apresentaram sua capacidade de execução dos empreendimentos à ANP.

Como funciona o leilão de partilha?

Ao contrário do que muitos pensam, o vencedor aqui não é definido pelo maior bônus de assinatura, mas pela parcela de excedente de produção oferecida à União. Este excesso é basicamente o "lucro" obtido após os custos de produção. O regulamento determina que a PPSA — estatal que representa os interesses da União — seja a responsável pelo leilão do petróleo cedido pelas petroleiras ao governo.

Quais são os benefícios para o estado?

Além do excedente, a exploração no regime de partilha traz ao estado receitas em tributos, royalties, e possivelmente, participação especial, isso se for um campo de grande produção. O regime de concessão, também utilizado, premia aquele que paga mais pelo direito de explorar.

Qual a importância do regime de oferta permanente?

A Oferta Permanente diferencia-se por sua flexibilidade. As empresas podem, ao seu ritmo, aprofundar estudos sobre as áreas e tomar decisões sobre quando participar. De acordo com a ANP, esse modelo fomenta um ambiente competitivo, atraindo investimentos importantes para o setor brasileiro.

Como o leilão se alinha com a transição energética?

Apesar de se tratar de petróleo, a ANP sublinha o progresso rumo a uma economia mais verde. Destacando a pegada de carbono reduzida dos campos do pré-sal e investimentos em inovação, o leilão integra-se nos esforços por sustentabilidade. Os contratos exigem ações proativas para minimizar impactos ambientais e destinam recursos para pesquisa em transição energética.

Qual o impacto de novos projetos, como a margem equatorial?

A recente licença dada à Petrobras para operar na bacia da Foz do Amazonas — a chamada margem equatorial — representa uma extensão das atividades futuras e reforça o potencial inexplorado do Brasil. Com novos blocos ofertados neste ano, a ANP mostra que as oportunidades para crescimento são vastas, beneficiando empresas e, potencialmente, todo o país.



Com informações da Agência Brasil

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