O recente leilão para exploração de petróleo no cobiçado pré-sal brasileiro rendeu cinco áreas arrematadas e assegurou R$ 452 milhões em investimentos. Realizado na última quarta-feira, 22 de novembro, esse evento mostrou o pujante interesse por essa região rica em recursos naturais.
Com um ágio médio impressionante de 91,20% no óleo excedente compartilhado com a União, o leilão foi um sucesso. Chegou-se a um sobrepreço de até 251,63% em um dos blocos, evidenciando o forte apetite das empresas por essas riquezas.
Qual foi a estratégia de sucesso da ANP nesse leilão?
A sessão pública, parte integrante do 3º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha da Produção (OPP), ocorreu na sede da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), no Rio de Janeiro. Foram leiloados sete blocos no polígono do pré-sal, uma das áreas mais promissoras e estratégicas do país, situadas nas destacadas Bacias de Campos e de Santos.
O montante de bônus de assinatura chegou a R$ 103,7 milhões, destacando a atratividade desse modelo de partilha, onde o foco é o percentual de óleo excedente reservado para a União, e não o valor do bônus.
Quais empresas saíram vitoriosas e quais foram as surpresas?
Dentre as 15 empresas habilitadas, oito fizeram ofertas, sendo cinco vencedoras. A Petrobras e a Equinor, da Noruega, destacaram-se, sendo que ambas conquistaram dois blocos, com uma parceria entre si em uma das áreas. Essas conquistas reforçaram a liderança da Petrobras e a crescente influência da Equinor na região.
A empresa brasileira assegurou um campo com um incrível ágio de 251,63%, enquanto a Equinor conseguiu, sozinha, o campo de Itaimbezinho, registrando o menor ágio de 4,2%.
Por que alguns blocos ficaram sem propostas?
Os blocos Larimar e Ônix não atraíram interessados, sendo um reflexo das condições atuais do mercado de petróleo, segundo o diretor-geral da ANP, Artur Watt Neto. Ele destacou que os preços internacionais também influenciam expressivamente tais resultados.
Como as decisões da ANP impactam o futuro da exploração de petróleo?
Artur Watt Neto descreveu o leilão como um sucesso, não apenas sob a ótica financeira, mas pela oportunidade de trazer investimentos significativos ao setor. A diretora da ANP, Symone Araújo, enfatizou o marco que este leilão representa para a expansão das fronteiras exploratórias brasileiras, ao introduzir novos players na indústria.
O que esperar do próximo leilão?
A ANP projeta realizar o 4º Ciclo de OPP no próximo ano, com a expectativa de até 26 blocos no pré-sal. Há um desejo de que esses leilões ocorram anualmente, refletindo a importância de manter a indústria petrolífera ativa e inovadora.
Este ano, outros leilões como o 5º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão foram realizados, intensificando a movimentação na exploração, inclusive em áreas novas como a Foz do Amazonas.
Com informações da Agência Brasil