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ECONOMIA

Porto de Paranaguá é concedido ao Consórcio Canal Galheta Dragagem

O Consórcio Canal Galheta Dragagem (CCGD) conquistou a concessão do canal de acesso ao Porto de Paranaguá, no Paraná, durante um leilão realizado hoje, na B3, a bolsa de valores de São Paulo. Esta vitória marca um passo significativo para o setor portuári

22/10/2025

22/10/2025

O Consórcio Canal Galheta Dragagem (CCGD) conquistou a concessão do canal de acesso ao Porto de Paranaguá, no Paraná, durante um leilão realizado hoje, na B3, a bolsa de valores de São Paulo. Esta vitória marca um passo significativo para o setor portuário brasileiro, com autoridades como o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, e o governador do Paraná, Ratinho Júnior, prestigiando o evento em São Paulo, enfatizando a importância deste desenvolvimento para a infraestrutura portuária nacional.

O CCGD impressionou ao oferecer um desconto de 12,63% na tarifa de referência estipulada para o leilão, superando três fortes competidores com uma oferta de R$ 276 milhões. Este valor consagra o consórcio como vencedor após uma intensa disputa de ofertas viva-voz. O modelo de licitação combinava a competição por maior outorga com o menor valor de tarifa para os usuários, destacando a competitividade do processo.

Como foi a disputa entre os concorrentes?

A licitação começou com a oferta de descontos sobre a tarifa de referência, onde cada empresa mostrou suas cartas. Enquanto a DTA Engenharia apresentou 1,29%, a Jan de Nul ofertou 0,34% de desconto. Já a China Harbour Engineering Company (CHEC) Dredging e o CCGD empataram inicialmente com o máximo possível de 12,63%. A disputa pelo melhor valor culminou em um acirrado leilão viva-voz, onde após 18 lances, o CCGD garantiu a vitória com uma estratégia robusta e uma oferta final notável.

Quais são os impactos da concessão para o Porto de Paranaguá?

A concessão, administrada pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), é pioneira no Brasil, sendo a primeira do gênero a ser leiloada. Serão 25 anos de controle, podendo ser estendidos até 70 anos. Este modelo inédito transferirá para a concessionária a responsabilidade da dragagem, tradicionalmente tarefa do porto público, agora passando à iniciativa privada, que se comprometerá com a melhoria estrutural do canal.

Com essa concessão, há expectativas para um impacto positivo significativo, servindo como um modelo para futuras concessões nos portos de Santos, Itajaí, Salvador e Rio Grande. O leilão prevê que as empresas oferecessem um desconto na taxa Inframar, um custo crucial para os navios que entram e saem do porto, agora sob responsabilidade da nova concessionária.

Quais os desafios e compromissos do vencedor do leilão?

O Consórcio Canal Galheta Dragagem vai precisar investir massivamente, com um compromisso de R$ 1,22 bilhão nos primeiros cinco anos, além de uma outorga fixa anual de R$ 86 milhões ao longo dos 25 anos de contrato. Entre as principais responsabilidades está a ampliação do canal, que deverá ter o calado aumentado para 15,5 metros, permitindo que navios de contêineres e graneleiros de grande porte utilizem o porto de maneira mais eficiente.

“Dois metros de calado representam, em média, mil contêineres a mais no navio ou 14 mil toneladas a mais de algum produto em uma embarcação, sem que o usuário pague mais por isso. A depender do resultado do leilão, teremos até um preço menor do que se paga hoje”, explicou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, em nota oficial.

O que faz do Canal de Acesso da Ilha do Mel tão especial?

Localizado ao sul da Ilha do Mel, o Canal de Acesso, incluindo o trecho chamado Canal da Galheta, é a via principal para o porto, essencial desde os anos 1970. Ele garantiu avanços importantes com a dragagem do Banco da Galheta, uma necessidade para receber navios de maior porte e possibilitar o crescimento sustentável do Porto de Paranaguá.

O canal desempenha um papel vital na economia paranaense e nacional, com o porto recebendo em torno de 2,6 mil navios anualmente, principalmente para carga de granéis sólidos como soja e proteína animal. Com a concessão, se espera um incremento na capacidade de movimentação, promovendo um impacto positivo na logística nacional.



Com informações da Agência Brasil

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