Após o aguardado encontro entre Lula e Donald Trump, o mercado financeiro brasileiro experimentou um dia de notável alívio. O dólar caiu para o menor patamar em quase três semanas, enquanto a bolsa de valores bateu recordes históricos. As negociações políticas parecem estar desenhando um cenário econômico com menos tensões e isso trouxe um fôlego novo aos investidores.
O que será que movimentou tanto o mercado nesta segunda-feira? O índice Ibovespa da B3 encerrou o dia com 147.969 pontos, uma alta de 0,55%. Isso é um grande passo, considerando que o mês de outubro acumulava quedas até então. Agora, você deve estar se perguntando: o que mais está impulsionando essa onda de otimismo?
Quais fatores internos e externos ajudaram no alívio do mercado?
A reunião entre Lula e Trump foi um dos elementos importantes para esse alívio no cenário internacional. Além de propor um ambiente mais amigável, as tensões diminuíram consideravelmente. Mas não parou por aí, a bolsa americana, com o índice S&P 500, também bateu recordes neste mesmo dia, mostrando um alinhamento positivo entre as potências.
E um pouco mais a leste, a retomada das negociações comerciais entre Estados Unidos e China, anunciada no domingo por Trump, também deu uma mãozinha. As commodities tiveram seus preços elevados, o que sempre é uma boa notícia para países emergentes, não é mesmo?
Como o dólar e a inflação reagiram no Brasil?
No mercado de câmbio, o dólar comercial fechou o dia sendo vendido a R$ 5,37, após uma queda de R$ 0,224 (-0,42%). Durante toda a sessão, a cotação operou em queda e chegou a R$ 5,36, o menor valor desde 8 de outubro. Apesar de acumular uma alta de 0,88% em outubro, o dólar registra uma queda de 13,11% ao longo de 2025.
No que diz respeito à inflação, notícias boas vêm do boletim Focus, que mostra uma redução na previsão oficial para 2025, agora estimada em 4,56%. A forte desaceleração da prévia da inflação oficial para outubro também impactou positivamente na bolsa de valores.
Na quinta-feira (30), ainda teremos um encontro entre Trump e Xi Jinping, o que pode trazer mais desdobramentos interessantes para acompanhar.
* com informações da Reuters
Com informações da Agência Brasil