Em um dia de fortes pressões tanto no mercado brasileiro quanto no internacional, a bolsa de valores registrou mais um recorde, beirando os 149 mil pontos. Enquanto isso, o dólar, após três sessões consecutivas de baixa, subiu novamente, aproximando-se dos R$ 5,40. Quais serão os impactos dessa movimentação para a economia brasileira e o seu bolso?
O índice Ibovespa, referência da B3, terminou esta quinta-feira (30) com 148.780 pontos, registrando uma leve alta de 0,1%. Após um início de dia em queda, o índice conseguiu se recuperar no fim da manhã, estabilizando-se durante o restante do dia.
Qual o impacto das constantes altas na bolsa?
Essa foi a sétima alta consecutiva do Ibovespa, que nos últimos sete pregões acumulou ganhos de 3,23%. Tal cenário levanta questionamentos sobre os fatores que têm impulsionado o mercado brasileiro. De que forma essa sequência de altas pode afetar seus investimentos a longo prazo?
Entretanto, o movimento positivo da bolsa não se refletiu no mercado cambial. O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,38, um aumento de R$ 0,022 ou 0,42%. Durante a manhã, chegou a R$ 5,39, mas sua valorização desacelerou ao longo do dia.
Por que a cautela persiste?
A movimentação do mercado está fortemente influenciada por eventos tanto internos quanto externos. No cenário global, a fala do presidente Jerome Powell, do Federal Reserve (Fed), em resposta à recente redução de juros nos Estados Unidos, elevou o dólar em âmbito mundial. Powell enfatizou que novos cortes, em dezembro, ainda não estão confirmados.
Taxas de juros mais altas em países desenvolvidos tendem a afastar capitais de economias emergentes como o Brasil. Esse clima de prudência, aliado ao resultado da reunião entre o presidente Donald Trump e o líder chinês Xi Jingping sobre um acordo de terras raras, gerou mais especulação no mercado.
Como o Caged interfere neste cenário?
No cenário doméstico, a divulgação de dados do Caged trouxe mais entusiasmo. Com a criação de 213 mil empregos formais em setembro, o mercado reagiu positivamente, ainda que a abertura de vagas tenha sido 15,6% menor que no ano passado. Mas como essa informação afeta a sua percepção sobre o futuro da economia?
Esse aumento nas contratações, no entanto, provocou uma queda no índice quando esperava-se uma demora no corte da Taxa Selic por parte do Banco Central (BC). O aumento dos juros tende a atrair investimentos mais seguros, como títulos do Tesouro, reduzindo o interesse pela bolsa.
*Informações complementares foram fornecidas pela Reuters
Com informações da Agência Brasil