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ECONOMIA

Haddad reafirma objetivo do governo de colocar ordem nas contas

Recentemente, na cidade de São Paulo, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reafirmou o compromisso do governo em equilibrar as contas públicas, respondendo assim às críticas sobre o não cumprimento das metas fiscais. Segundo o ministro, essas críticas

04/11/2025

04/11/2025

Recentemente, na cidade de São Paulo, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reafirmou o compromisso do governo em equilibrar as contas públicas, respondendo assim às críticas sobre o não cumprimento das metas fiscais. Segundo o ministro, essas críticas não passam de "um delírio". Em suas palavras, Haddad declarou:

"Vamos entregar o melhor resultado fiscal do país em 4 anos, mesmo pagando tudo o que não se pagou de calote do governo anterior. E a impressão que se dá é que estamos vivendo uma crise fiscal. Isso é um delírio que eu preciso entender do ponto de vista psicológico, porque do ponto de vista econômico eu não consigo entender. Estão falando que vou mudar a meta de superávit primário desde 2023. Mas eu não mudei nenhuma vez. Estão falando que vou mudar a meta desde 2023, mas eu cumpro meus objetivos".

Por que o governo acredita no cumprimento das metas fiscais?

O ministro destacou que, apesar de haver "um jogo contra o Brasil" e "muita torcida contra", o governo está firme em sua trajetória para colocar as contas em ordem, desorganizadas desde 2015. Durante sua fala, Haddad ainda mencionou sua preocupação com o fluxo crescente de dinheiro que está entrando no país. Essa melhora no ambiente de negócios é atribuída em parte à reforma tributária, que tem atraído investimentos estrangeiros.

"Nós nunca tivemos tantos leilões na B3 [bolsa de valores] de rodovias e de infraestrutura, de uma maneira geral, como nós tivemos nesses 3 anos. O Ministério dos Transportes, como exemplo, vai duplicar a média dos 4 anos anteriores em termos de oferta de negócio no Brasil", afirmou Haddad.

Qual é o impacto das reformas no ambiente de negócios no Brasil?

Outro elemento que está transformando o cenário econômico brasileiro é a reforma sobre a renda. Haddad acredita que, ao possibilitar uma economia mais justa, será mais fácil gerar crescimento econômico. "Estamos para votar uma nova etapa da reforma da renda no Brasil. A desigualdade no Brasil é um impedimento para o crescimento. Não existe crescimento com esse nível de desigualdade. Mas nós estamos corrigindo isso", ressaltou o ministro.

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Qual é a expectativa para a taxa Selic?

O ministro Haddad voltou a defender a redução da taxa básica de juros, a Selic, atualmente fixada em 15%. Ele considera o atual nível insustentável, com a expectativa de que ela seja reduzida em breve.

"Por mais pressão que os bancos façam sobre o Banco Central para não baixar a taxa de juros, elas vão ter que cair. Não tem como sustentar 10% de juros real com inflação de 4,5%", afirmou Haddad.

Apesar dos juros elevados, o governo mantém uma perspectiva positiva para 2026 e projeta terminar o mandato com indicadores superiores.

"Eu acho que nós estamos numa posição em que podemos entrar bem no ano de 2026, tranquilo. Nós podemos terminar o mandato com indicadores muito superiores em todo o mundo. Nós podemos controlar a dívida pagando menos juros. Não precisa pagar esse juro todo. Esse juro todo tem impacto, inclusive sobre a inflação".

O futuro da Lei de Responsabilidade Fiscal também é uma questão em análise, podendo revolucionar o cenário fiscal caso o Congresso não possa criar novas despesas sem indicar sua fonte de receita. Essa expectativa está a um julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), que pode estender essa exigência definitivamente.



Com informações da Agência Brasil

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