Em meio às turbulências do sistema financeiro, uma notícia trouxe alento a muitos aposentados e pensionistas do Rio de Janeiro. O Rioprevidência, responsável pela previdência social do estado, garantiu que os pagamentos estão assegurados, apesar da crise envolvendo a liquidação do Banco Master. Este banco, alvo de uma operação da Polícia Federal em 18 de novembro, recebeu investimentos significativos da autarquia, estimados em R$ 960 milhões.
Com um imenso desafio pela frente, cerca de 421 mil servidores, entre ativos, aposentados e pensionistas, dependem mensalmente dos recursos geridos pela Secretaria de Fazenda e pelo Rioprevidência. Mesmo diante do impacto de uma folha de R$ 3,2 bilhões mensais, a instituição procura reafirmar a solidez e segurança de suas operações.
O que houve com os investimentos no Banco Master?
A recente liquidação do Banco Master preocupou muitos, mas o Rioprevidência tenta tranquilizar afirmando que o montante investido foi bem calculado e está sendo alvo de negociações para substituição por precatórios federais. Desde 2023, o fundo aplicou sob a segurança de um rating "A-" da Fitch Ratings, sinal de confiança e solidez financeira à época. Agora, cabe à autarquia adaptar suas estratégias para minimizar possíveis impactos.
Qual o impacto das denúncias no Rioprevidência?
A gestão do Rioprevidência não tem escapado de críticas. O Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Estado expressou preocupações sobre a administração do fundo, abatido por denúncias de má gestão e alegações de um prejuízo histórico de R$ 17 bilhões causados por operações bancárias questionáveis. Em virtude disso, investigações e CPIs tentam trazer clareza e responsabilização.
Como o Banco Master ficou na mira da Polícia Federal?
O Banco Master tornou-se o centro de uma operação policial devido à prática de emitir títulos de crédito falsos. A prisão de Daniel Vorcaro, proprietário do banco, marca uma etapa crítica da Operação Compliance Zero, que pode ter movimentado fraudulentamente R$ 12 bilhões. Por meio de operações simuladas, o banco burlou o sistema, afetando principalmente o BRB, com suas práticas monetárias agressivas.
Agora, com a liquidação decretada pelo Banco Central, as promessas de rendimentos altos deixam dúvidas sobre os próximos passos da instituição e dos investidores afetados.
Com informações da Agência Brasil