Os executivos André Felipe de Oliveira Seixas Maia e Henrique Souza Silva Peretto, que foram presos no âmbito da Operação Compliance Zero por suspeitas de envolvimento em denúncias de fraude financeira no Banco Master, conquistaram a liberdade. Liberados pela Polícia Federal na madrugada desta sexta-feira, 21, eles estavam sob prisão temporária e agora aguardam o desenrolar das investigações em liberdade. O caso acende um alerta para os investidores e levantam questões sobre a segurança no setor financeiro.
Os dois executivos são proprietários de empresas aparentemente envolvidas com as irregularidades do Banco Master. A trama, que se desenrola desde 2024, coloca o Banco Master no centro das atenções, enquanto as suspeitas apontam para possíveis manipulações de R$ 12 bilhões em operações financeiras fraudulentas. Enfrentando um turbilhão de investigações, o setor financeiro passa por um momento de incerteza.
O que levou à soltura dos executivos do Banco Master?
Após a prisão temporária, os advogados de André Felipe de Oliveira Seixas Maia reafirmam que ele não cometeu atos ilícitos e prometem colaboração com as investigações. "Ele encontra-se em liberdade, mantendo-se íntegra a presunção de inocência que orienta todo procedimento investigativo, e refletindo a ausência de elementos que justificassem qualquer medida restritiva", declaram os defensores. A Agência Brasil ainda tenta contato com a defesa de Henrique Souza Silva Peretto.
Qual é o papel do Banco Master nas fraudes investigadas?
O Banco Master tornou-se o principal alvo da Operação Compliance Zero, após denúncias darem conta da emissão de títulos de créditos falsos, que teriam sido negociados dentro do Sistema Financeiro Nacional. Estima-se que essas operações fraudulentas tenham atingido a soma de R$ 12 bilhões, envolvendo simulações de empréstimos e a negociação de carteiras de crédito com outros bancos, incluindo o Banco Regional de Brasília (BRB).
Quem mais está sendo impactado por essa situação?
Além dos executivos do Banco Master, a situação também afetou, por prevenção, altos profissionais do BRB que estão atualmente afastados de seus cargos. Entre eles, estão Paulo Henrique Costa, presidente do BRB, e Dario Oswaldo Garcia Júnior, diretor de Finanças e Controladoria, destacados para uma auditoria que busca esclarecer a extensão das fraudes.
As investigações seguem, e os desdobramentos desse escândalo financeiro ainda prometem impactar muitos. O desenrolar dos fatos pode ditar os próximos passos para o setor financeiro e suas práticas de compliance.
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Com informações da Agência Brasil