Começa hoje no Rio de Janeiro a 1ª Semana da Economia Brasileira, um evento que reúne alguns dos mais renomados acadêmicos e economistas do país. Este encontro tem como objetivo debater os principais avanços econômicos ocorridos nos últimos 40 anos, desde a retomada da democracia no Brasil. Abrindo as atividades, Nelson Barbosa, diretor de Planejamento e Relações institucionais do BNDES, trouxe à tona a importância de olharmos além do curto prazo para entender o desenvolvimento econômico.
O evento se estende até o dia 5 de dezembro, abordando temas cruciais como a crise da dívida externa, a estabilização econômica com as crises cambiais, e a relação entre crescimento e distribuição de renda no país.
Quais são os desafios discutidos na Semana da Economia?
Durante a abertura do evento, Nelson Barbosa destacou que essa é apenas a primeira de muitas semanas de debate que o BNDES planeja realizar. "A ideia é recuperar o papel do BNDES na promoção do debate sobre política econômica brasileira", afirmou Barbosa. A reflexão sobre os desafios atuais permite que compreendamos melhor transformações econômicas de longo prazo.
No atual cenário, Barbosa ressalta que um dos maiores desafios é promover uma política tributária progressista para equilibrar as desigualdades gritantes do país. "O desenvolvimento do Brasil tem que ser para todos", enfatizou, destacando a necessidade de um crescimento inclusivo.
Outro tema crítico levantado foi a mudança climática. Barbosa destacou que enfrentar esse fenômeno requer ações governamentais efetivas, como a transição energética e a preservação das florestas.
Como a tecnologia está influenciando a economia?
Barbosa falou sobre a necessidade de adaptação ao avanço tecnológico, com o uso crescente da inteligência artificial. "É preciso gerar emprego de qualidade", afirma, salientando a importância da empregabilidade em meio a tantas inovações.
"Com novas tecnologias de inteligência artificial mudando a realidade da nossa vida, é preciso gerar emprego de qualidade. É a empregabilidade que faz milhões de pessoas".
A perspectiva é que, através de um debate aberto sobre os custos e benefícios de cada escolha, o Brasil possa tomar decisões mais informadas e consistentes para seu futuro econômico. "Tudo na vida tem risco, inclusive não fazer nada. Precisamos discutir quais são os desafios e, principalmente, ouvir os professores, os pesquisadores", concluiu Nelson Barbosa.
Com informações da Agência Brasil