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ECONOMIA

Governo lança plano conjunto contra fraudes bancárias digitais

Nos últimos tempos, a prática de crimes digitais tem se alastrado de uma forma preocupante no Brasil. Estelionatos realizados pelo WhatsApp com o engodo de um falso sequestro ou pedido de socorro urgente são apenas a ponta do iceberg. Maquininhas de cartã

03/12/2025

03/12/2025

Nos últimos tempos, a prática de crimes digitais tem se alastrado de uma forma preocupante no Brasil. Estelionatos realizados pelo WhatsApp com o engodo de um falso sequestro ou pedido de socorro urgente são apenas a ponta do iceberg. Maquininhas de cartão adulteradas para clonar dados dos usuários, esquemas de pirâmides financeiras que prometem retorno rápido e acabam lesando milhares de pessoas, são apenas alguns exemplos de golpes. Você sabia que o Brasil já ocupa a segunda posição mundial em crimes digitais? Essa informação foi revelada pela Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), destacando que só ficamos atrás da China nessa lamentável lista.

Para combater esse tipo de crime, o Ministério da Justiça e Segurança Pública, junto com a Febraban, lançou um assim chamado Plano de Ação Conjunto para o Combate a Fraudes Bancárias Digitais. Essa iniciativa faz parte da Aliança Nacional de Combate a Fraudes Bancárias Digitais, oficialmente acordada em fevereiro passado, reforçando a necessidade de prevenção e reação coordenada a esse problema crescente.

Como o Plano de Ação Conjunto está estruturado para prevenir fraudes?

O plano não apenas almeja combater, mas busca consolidar práticas preventivas e educativas para o consumidor, além de respostas rápidas diante de fraudes. Com 23 iniciativas prioritárias, destaca-se a ênfase na educação do consumidor e na recuperação de ativos. O processo é contínuo e tem previsão de melhorias ao longo dos próximos cinco anos.

O pacote de medidas inclui conteúdos audiovisuais educativos, além de um glossário com 41 diferentes tipos de fraudes digitais. "A falta de padronização dificulta o combate eficaz ao crime", afirmou o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski.

Quais são os pilares do plano?

Para enfrentar esse tipo de criminalidade, o plano se apoia em seis pilares:

  • Prevenção aprimorada a fraudes e golpes;
  • Repressão intensificada a esses crimes;
  • Compartilhamento e tratamento de dados e informações;
  • Capacitação de agentes, entidades privadas e do público;
  • Cuidado e tratamento das vítimas;
  • Conscientização pública para prevenção de fraudes.

Lewandowski enfatizou a importância de proporcionar uma reação rápida e eficiente: "As vítimas muitas vezes não sabem a quem recorrer; nosso site oferecerá orientações claras e didáticas para ajudá-las a reduzir perdas."

Como o site 'Sofri um Golpe. E agora?' pode ajudar?

Como parte desse esforço, o site 'Sofri um Golpe. E agora?' foi lançado como um repositório de informações práticas e confiáveis. Hospedada na plataforma Gov.br, a página traz conteúdos organizados em dez trilhas sobre condutas criminosas recorrentes, abordando desde o que fazer se levarem seu celular até invasões em redes sociais.

"Essas trilhas oferecem passo a passo para a população se proteger, além de apoiarem aqueles que possam ser vítimas potencialmente", declarou Betina Gunther, assessora do MJSP. O site é adaptado para expandir seu conteúdo de acordo com a evolução ou surgimento de novas práticas criminosas.

Quais medidas adicionais foram destacadas durante o lançamento?

Além do site, o plano prevê a criação de ferramentas informativas que forneçam dados sobre as ocorrências de fraudes bancárias digitais em termos de localização, horários e perfil das vítimas. Com mais de 230 horas investidas e a participação de 357 especialistas de 23 entidades diferentes, o plano é um passo significativo para mitigar os impactos deste tipo crescente de crime.

Governo lança plano conjunto contra fraudes bancárias digitais

Essas iniciativas visam acertar o passo com a evolução acelerada dos crimes digitais, desenvolvendo uma resposta robusta e eficaz que proteja os cidadãos e ponha fim a essa "metamorfose preocupante" que migra crimes físicos para o ambiente virtual.



Com informações da Agência Brasil

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