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ECONOMIA

Escolas do Norte e Nordeste terão R$ 53 milhões para ampliar internet

Um novo passo rumo à inclusão digital nas escolas públicas do Norte e Nordeste foi dado com o lançamento do segundo edital do programa Fust Escolas Conectadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em conjunto com os Ministérios

03/12/2025

03/12/2025

Um novo passo rumo à inclusão digital nas escolas públicas do Norte e Nordeste foi dado com o lançamento do segundo edital do programa Fust Escolas Conectadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em conjunto com os Ministérios da Educação (MEC) e das Comunicações (MCom). Este edital destina R$ 53,3 milhões em recursos não reembolsáveis para conectar 1.258 escolas públicas com internet de alta velocidade.

A expectativa é alcançar cerca de 410 mil estudantes, promovendo uma integração significativa da conectividade para práticas pedagógicas.

Como o investimento aproxima a meta de um milhão de alunos conectados?

Com este novo aporte financeiro, o programa está prestes a beneficiar quase um milhão de estudantes. O primeiro lançamento, realizado em 2023, já investiu R$ 60 milhões para conectar 1.500 escolas, das quais 824 já possuem a infraestrutura necessária.

Quais diretrizes guiam essa iniciativa de conectividade nas escolas?

A Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec) orienta o programa, combinando estratégias de ampliação de infraestrutura, contratação de serviços e monitoramento da qualidade. As disposições do edital foram cuidadosamente definidas pelos Ministérios das Comunicações, da Educação e a Casa Civil, com aprovação final do Conselho Gestor do Fust.

“Com esta segunda seleção de projetos, o BNDES segue expandindo o alcance do Fust nas regiões com os piores indicadores de conectividade”, afirmou Aloizio Mercadante, presidente do BNDES.

O que promete o novo edital para as escolas selecionadas?

O edital prevê não só a instalação completa de infraestrutura — incluindo redes internas e externas, cabeamento, switches, roteadores e wifi — como também serviço de conexão por 24 meses e manutenção contínua. As escolas contempladas, embora já localizadas em áreas com fibra óptica, ainda carecem de conectividade adequada para o uso educativo.

“Este segundo edital é mais um passo fundamental para atingirmos, até o final do próximo ano, a nossa meta de levar conectividade significativa para as salas de aulas de todas as escolas do país”, explicou o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho.

Como se dará a implementação do cronograma no Norte e Nordeste?

No Pará, serão 392 escolas conectadas (Lote A), 368 entre Maranhão e Ceará (Lote B), e 498 em Pernambuco e Bahia (Lote C). A implementação prevê que 15% das escolas estejam conectadas em até três meses após a assinatura dos contratos, 50% em seis meses e todas – totalizando 1.258 – em nove meses.

“A internet adequada em sala de aula é condição para que todos os estudantes tenham as mesmas oportunidades de aprender e se desenvolver. Avançamos na atuação integrada do governo para levar infraestrutura de qualidade às escolas que mais precisam, especialmente no Norte e Nordeste”, destacou Camilo Santana, ministro da Educação.

Quem será responsável por conectar e monitorar as escolas?

O BNDES ficará encarregado de selecionar as propostas e fiscalizar as entregas. Três prestadoras de telecomunicações serão escolhidas para realizar as conexões, e uma quarta para supervisionar a velocidade, qualidade e disponibilidade das conexões em tempo real.

O programa Fust, administrado pelo MCom, visa não só expandir redes e serviços de telecomunicações, mas também atenuar as desigualdades regionais e incentivar inovações tecnológicas voltadas ao crescimento econômico e social, com o BNDES à frente como agente financeiro e executor dos projetos.



Com informações da Agência Brasil

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