O Brasil possui um significativo potencial geológico para minerais críticos, mas só recentemente começou a transformá-lo em uma base econômica sólida. Apesar de estar atrás de potências como Austrália, China, África do Sul e Chile, esse cenário está mudando, de acordo com um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Você já ouviu falar em minerais críticos? Eles são recursos essenciais para áreas estratégicas como tecnologia, defesa e, principalmente, a transição energética. São materiais que incluem elementos como lítio, cobalto, níquel e terras raras, cruciais para o funcionamento de baterias de veículos elétricos, turbinas eólicas, painéis solares e até semicondutores. Mas o que torna esses minerais tão críticos? A resposta está na oferta limitada e na concentração em poucos fornecedores. Isso gera riscos de escassez, um desafio que o Brasil começa a enfrentar de frente.
Por que o Brasil ainda não lidera a produção desses minerais?
Se você está se perguntando por que o potencial brasileiro para minerais críticos ainda não se reflete em uma produção robusta, saiba que o país possui cerca de 10% das reservas mundiais destes elementos, segundo o Instituto Brasileiro da Mineração (Ibram). No entanto, a participação tímida do Brasil no comércio internacional até agora deve-se ao contexto interno de incertezas e dificuldades na produção mineral. Mas isso pode mudar. Há sinais de que um novo ciclo de investimentos, alinhado com as tendências mundiais, está prestes a alavancar esse setor.
Qual é a estratégia para mudar esse cenário?
O governo brasileiro está tomando medidas para transformar sua posição no comércio de minerais críticos. Entre as estratégias estão aumentar os investimentos em capital físico e intensificar os esforços de pesquisa geológica. Segundo o estudo "Qual a importância do Brasil na cadeia global de minerais críticos da transição energética? Uma análise sobre reservas, produção, comércio exterior e investimentos", divulgado recentemente, o Brasil está em um momento propício para iniciar um novo ciclo virtuoso na produção desses minerais.
Qual será o impacto econômico esperado?
O que isso significa para a economia brasileira? Entre 2000 e 2019, a mineração contribuiu com apenas 0,75% a 2% para o Produto Interno Bruto (PIB) do país, variando conforme as oscilações de preço das commodities, especialmente do minério de ferro. Com novos investimentos à vista, existe o potencial de aumentar essa participação e posicionar o Brasil como um competidor mais forte no cenário global. Contudo, é fundamental manter expectativas realistas sobre o impacto esperado na economia.
Com informações da Agência Brasil