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ECONOMIA

Marinho pede debate sobre escala 6x1 e financiamento de sindicatos

No cenário político e trabalhista do Brasil, Luiz Marinho, o ministro do Trabalho e Emprego, vem desempenhando papel crucial ao abordar questões fundamentais para o futuro do mercado de trabalho. Durante a abertura da Etapa São Paulo da II Conferência Nac

04/12/2025

04/12/2025

No cenário político e trabalhista do Brasil, Luiz Marinho, o ministro do Trabalho e Emprego, vem desempenhando papel crucial ao abordar questões fundamentais para o futuro do mercado de trabalho. Durante a abertura da Etapa São Paulo da II Conferência Nacional do Trabalho, o ministro destacou a importância de debates sobre financiamentos sindicais e a revisão de escalas laborais, como a controversa "6 por 1", visando melhorias significativas para os trabalhadores. Você já pensou como essas mudanças podem impactar a vida de milhões de brasileiros?

Em um evento que reuniu representantes de diversas esferas — trabalhadores, empregadores e governo —, Marinho enfatizou a necessidade de entendimento e colaboração para enfrentar desafios que a sociedade nos coloca. Ele afirmou: "Que vocês tirem daqui uma bela contribuição para a conferência nacional e que a gente possa, a partir do entendimento, enfrentar problemas que a sociedade nos pede como o fim da 6 por 1".

O que pode mudar com o fim da escala 6x1?

O debate sobre a escala "6 por 1" não é recente, mas ganha força com a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) em análise no Congresso Nacional. A PEC propõe mudanças significativas na jornada de trabalho, e o ministro Marinho defende que a legislação deve ser pensada com flexibilidade, favorável ao diálogo entre sindicatos, trabalhadores e empregadores.

Por que o financiamento dos sindicatos importa tanto?

Luiz Marinho também abordou a questão da viabilidade financeira dos sindicatos, ressaltando que garantir fundos suficientes é vital para que esses organismos possam representar efetivamente os trabalhadores. Ele apelou à "bancada empresarial" para colaborar com o parlamento nesse sentido, pois sem condições financeiras adequadas, a representação e defesa dos direitos trabalhistas ficam comprometidas.

Como a inteligência artificial está transformando o trabalho?

Em meio a um cenário de mudanças rápidas impulsionadas pela inteligência artificial, o ministro destacou os "desafios imensos de qualificar e capacitar" a força de trabalho brasileira. A conferência em São Paulo estimulou debates importantes que servirão de base para a etapa nacional em 2026, refletindo sobre como adaptar-se a novas tecnologias e minimizar os problemas que possam surgir.

Quais são os desafios atuais do mercado de trabalho em São Paulo?

O Diagnóstico do Trabalho Decente de São Paulo mostrou que, embora a formalização atinja 70,8% — acima da média nacional —, há ainda 7,1 milhões de trabalhadores na informalidade. Desigualdades persistem tanto em termos salariais quanto de oportunidades, destacando-se questões de gênero e raça, com mulheres e pessoas negras ganhando consideravelmente menos que seus pares.

O que está sendo feito sobre igualdade e oportunidades?

Marinho enfatizou a necessidade de ações afirmativas para a igualdade de oportunidades e mencionou que a sociedade ainda não fez o suficiente. Ele propôs que mais mulheres ocupariam cargos de liderança nas empresas e órgãos governamentais, uma mudança que, segundo ele, deve ser construída coletivamente. "A igualdade de oportunidades, a igualdade salarial, mas não somente de salário", reiterou.

Como enfrentamos a violência contra a mulher?

Além das dinâmicas laborais, a violência contra a mulher foi um tema presente, reforçado por casos recentes na capital paulista. Marinho destacou que é fundamental gerar espaços de debate que levem ao amadurecimento, especialmente entre os homens, para combater o feminicídio. "Porque, se é feminicídio, significa mulheres sendo agredidas pelos homens. E muitas vezes no ambiente familiar", apontou o ministro.



Com informações da Agência Brasil

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