Imagine participar de um concurso público com uma oferta de mais de 3.652 vagas distribuídas entre 32 órgãos e realizado simultaneamente em 228 municípios. No último domingo, o Concurso Público Nacional Unificado (CPNU 2) avançou com sua prova discursiva, atraindo 42 mil candidatos. Este exame se destaca não apenas pelo porte, mas também pela logística e participação, o que pode ser uma grande oportunidade para quem busca estabilidade na carreira pública.
Os resultados preliminares dos exames já têm data marcada: 23 de janeiro. E a boa notícia é que, mesmo com uma abstenção de 20%, a prova foi bem-sucedida, conforme comemorou a ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, destacando que tudo ocorrei de forma tranquila.
Como foi a participação dos candidatos no CPNU 2?
Entre os participantes iniciais, cerca de 80% compareceram à prova discursiva. Um número considerável, se comparado à primeira etapa, realizada em setembro, que registrou 42,8% de ausências. Infelizmente, aproximadamente 8,5 mil candidatos não marcaram presença na prova deste final de semana.

Quais regiões lideraram em abstenções?
Curiosamente, estados como Acre, Amazonas, Espírito Santo, Rondônia e Santa Catarina apresentaram as maiores taxas de abstenção, todas em torno de 26% a 27%. Em contrapartida, locais como o Distrito Federal, Piauí e Rio Grande do Sul tiveram as menores ausências, o que indica um interesse mais concentrado em regiões específicas.
Qual é o impacto do concurso no serviço público?
Esther Dweck destacou a importância deste concurso para a reestruturação do serviço público federal, especialmente após 180 mil servidores terem deixado seus cargos na última década. Com 22 mil novas convocações previstas até 2026, a expectativa é de um reforço significativo na administração pública, ainda que este número não cubra totalmente a demanda gerada pelas aposentadorias.
Mulheres dominam a 2ª etapa: qual a razão?
Um dos aspectos notáveis do CPNU 2 foi a predominância feminina entre os classificados para esta fase. Com 57,1% dos inscritos, as mulheres superaram os homens, uma diferença atribuída à política de equiparação de gênero nas fases do concurso. Este mecanismo é essencial para garantir uma participação mais equilibrada.
“Se não houvesse equiparação, a proporção entre homens e mulheres seria bem diferente”, comentou Dweck.
Quais os próximos passos para os candidatos?
Para os candidatos que seguem no processo, é crucial estar atento às próximas datas:
- De 8 a 17 de dezembro: período para confirmação de condições especiais (deficiência, vagas para negros, indígenas e quilombolas).
- 8 e 26 a 27 de janeiro: consulta de resultados e recursos.
- 20 de fevereiro: publicação da lista de aprovados.
O CPNU 2 promete ser um marco na administração pública, não apenas pela quantidade de vagas, mas pela tentativa de criar maior previsibilidade e continuidade na entrada de novos servidores, um modelo observado com sucesso no Itamaraty.
Com informações da Agência Brasil