33° 27° | Rio de Janeiro - RJ

Dólar |

Euro |

Peso | 3.20


lupa
lupa
lupa
ECONOMIA

Em última reunião do ano, Copom decide se mantém Taxa Selic

O debate sobre a inflação no Brasil tem ganhado novas nuances nos últimos tempos. Com a desaceleração da inflação em certos setores, mas preços de energia e alimentos ainda sob pressão, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) encontra

10/12/2025

10/12/2025

O debate sobre a inflação no Brasil tem ganhado novas nuances nos últimos tempos. Com a desaceleração da inflação em certos setores, mas preços de energia e alimentos ainda sob pressão, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) encontra-se em uma situação delicada em sua reunião final do ano, marcada para esta quarta-feira (10). Especialistas do mercado esperam que a taxa básica, a Selic, se mantenha estável, permanecendo no seu maior patamar em quase duas décadas.

Desde setembro do ano passado, a Selic, atualmente em 15% ao ano, viu sete aumentos consecutivos, consolidando-se no nível mais alto desde julho de 2006. No entanto, as últimas reuniões do Copom apresentaram uma estabilidade na taxa. Este contexto levanta a questão: o que o BC fará para endereçar a questão da inflação, ao mesmo tempo que mantém a economia brasileira em equilíbrio?

O que acontece com a taxa Selic exatamente?

A Selic, ou taxa básica de juros, exerce papel crucial como ferramenta do BC para controlar a inflação. Ela direciona todas as outras taxas aplicadas no mercado, impactando diretamente o custo dos empréstimos e estimulando a poupança. Quando o Copom eleva essa taxa, busca restringir a demanda aquecida, o que geralmente se traduz em preços mais elevados para o crédito e um incentivo à poupança. Entretanto, isso também pode frear a economia, ao tornar o crédito mais caro e dificultar a expansão econômica.

Qual o impacto sobre a inflação?

A inflação é uma variável chave e seu comportamento é, no mínimo, intrigante. Em outubro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) registrou uma discreta alta de 0,2%, alcançando um acumulado de 4,5% em 12 meses e retornando ao teto da meta. Isso alinhou-se à previsão mais recente do Boletim Focus, que ajustou a estimativa de inflação para o ano em 4,4%, um pouco abaixo do teto contínuo estabelecido.

Por que a meta contínua é importante?

Desde janeiro, vigora o sistema de meta contínua de inflação, estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional. Este sistema determina um centro de meta de 3%, com um intervalo de tolerância que abrange até 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Este modelo implica em uma verificação mês a mês, ajustando dinamicamente o controle inflacionário às realidades econômicas vigentes ao longo do tempo.

Com essas diretrizes claras, o Banco Central tenta equilibrar o crescimento econômico e a estabilização dos preços com base na evolução das medidas infresturais e conjunturais da política monetária brasileira.



Com informações da Agência Brasil

Tags