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ECONOMIA

Petroleiros aprovam greve nacional a partir de segunda-feira

Foi dada a largada para uma série de mobilizações no Sistema Petrobras! A partir da zero hora de segunda-feira (15), trabalhadores de todo o Brasil deram sinal verde para uma greve nacional. O pano de fundo desta decisão foi a rejeição do que foi consider

10/12/2025

10/12/2025

Foi dada a largada para uma série de mobilizações no Sistema Petrobras! A partir da zero hora de segunda-feira (15), trabalhadores de todo o Brasil deram sinal verde para uma greve nacional. O pano de fundo desta decisão foi a rejeição do que foi considerado um acordo pouco satisfatório pela estatal, gerando descontentamento nas entidades representativas da categoria.

A proposta recusada surgiu em meio às negociações para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), e a insatisfação é marcante, sobretudo em três questões chave: os Planos de Equacionamento de Déficit (PEDs) da Petros, que afetam diretamente aposentados e pensionistas; melhorias salariais sem ajustes fiscais, e a "pauta pelo Brasil Soberano", focando na manutenção da Petrobras como uma empresa pública robusta.

Quais foram as principais falhas na proposta da Petrobras?

A Petrobras apresentou sua nova proposta na última terça-feira (9), mas falhou em abordar os três pontos nevrálgicos das negociações, segundo os sindicatos:

  • Soluções para os Planos de Equacionamento de Déficit (PEDs) da Petros;
  • Garantias para um plano de cargos e salários sólido, sem os temidos mecanismos de ajuste fiscal;
  • Manutenção de um modelo de negócio que fortalece a Petrobras como empresa pública.

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) reforça que, há três anos, aguarda uma resolução eficaz para os PEDs, expectativa que foi mais uma vez frustrada. Além disso, a empresa não trouxe soluções para questões acumuladas, o que aumenta a tensão para a paralisação prevista.

Como será a vigília dos aposentados e pensionistas?

A mobilização dos aposentados e pensionistas já começou! Na quinta-feira (11), eles iniciaram uma vigília em frente ao Edifício Senado (Edisen), a sede da Petrobras no Rio de Janeiro, marcando um ato de cobrança por respostas aos embaraços dos PEDs. Mesmo com a greve à porta, a mobilização segue firme.

Enquanto isso, em Brasília, as negociações são intensas. Integrantes do governo e a Comissão Quadripartite, composta por representantes da Petrobras, Sest, Previc e o Fórum em Defesa dos Participantes e Assistidos da Petros, têm reuniões com as entidades representativas para tentar avançar nas discussões.

O que diz a Petrobras sobre a negociação?

A Petrobras se pronunciou por meio de nota, reafirmando seu compromisso com um canal de diálogo aberto com as entidades sindicais durante as negociações para o ACT. "A Petrobras mantém um canal de diálogo permanente com as entidades sindicais, independentemente de agendas externas ou manifestações públicas promovidas", afirma o comunicado oficial da empresa.

A estatal reforça que apresentou uma nova proposta, que considera trazer avanços para a categoria e está comprometida em chegar a um novo acordo com as federações sindicais. Com relação à greve, a empresa garante respeitar o direito de manifestação dos empregados e já tem medidas de contingência prontas caso necessário, para assegurar a continuidade de suas atividades.



Com informações da Agência Brasil

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