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ECONOMIA

BC mantém juros básicos em 15% ao ano pela quarta vez seguida

Inflação em queda e economia em marcha lenta mantêm juros inalterados. Em uma decisão que não pegou ninguém de surpresa, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central resolveu, mais uma vez, não mexer na tão comentada Taxa Selic, fixando os juro

10/12/2025

10/12/2025

Inflação em queda e economia em marcha lenta mantêm juros inalterados. Em uma decisão que não pegou ninguém de surpresa, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central resolveu, mais uma vez, não mexer na tão comentada Taxa Selic, fixando os juros básicos em 15% ao ano. O mercado financeiro já tinha essa expectativa, ainda que o índice se mantenha no patamar mais elevado desde 2006.

E não é de hoje que essa trajetória se desenha: é a quarta vez consecutiva que o Copom decide manter os juros básicos inalterados. Se voltarmos um pouco no tempo, perceberemos que a Selic está em seu ápice desde julho de 2006, época em que alcançava 15,25% ao ano. Para entender melhor essa decisão, vamos dar uma olhada mais aprofundada nos fatores que envolvem essa estratégia do Banco Central.

Qual é o papel da Selic no controle da inflação?

Acredite ou não, a Selic é a principal âncora do Banco Central no duelo contra a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em um sinal encorajador, o IPCA caiu para 0,18% em novembro, o menor valor para o mês desde 2018, o que levou o índice acumulado em 12 meses a buscar o teto da meta da inflação.

Com a adoção do sistema de meta contínua desde janeiro, o Banco Central persegue uma meta de inflação de 3%, com espaço para flutuações de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. De modo prático, isso significa que mensalmente o IPCA é confrontado com essa meta, garantindo uma reação rápida às mudanças na economia.

Como o cenário econômico impacta a projeção dos analistas?

A cada relatório que o Banco Central divulga—como o Relatório de Política Monetária de setembro—os analistas ajustam suas previsões. A expectativa do IPCA caiu para 4,8% em 2025, com a ressalva de que o dólar e outras variáveis podem influenciar futuras previsões.

Por sua vez, o boletim Focus, um espelho das expectativas das instituições financeiras, prevê que a inflação oficial deverá fechar 2025 em torno de 4,4%, melhorando ligeiramente as projeções anteriores situadas em 4,55%. Embora os valores estejam um pouco acima do teto da meta, o mercado exibe um certo otimismo cauteloso.

O crédito fica mais caro? O que esperar?

Não é segredo que taxas de juros mais altas tornam o crédito mais oneroso, desencorajando tanto o consumo quanto a produção. Por outro lado, ao segurar os preços, essa política também segura o crescimento econômico. Em seu último ajuste, o Banco Central ajustou a expectativa de crescimento da economia para 2% em 2025, em contraste com previsões um pouco mais otimistas que projetam um aumento do PIB em 2,25%.

Resumindo, ao ajustar a Selic, o Copom não só visa a estabilidade de preços, mas também reflete uma visão prudente sobre a interação entre demanda e investimento. Estamos de olho no que vem por aí!



Com informações da Agência Brasil

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