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ECONOMIA

Comércio perde mais de R$ 50 milhões com falta de energia em São Paulo

Imagine estar no meio de uma semana movimentada e, de repente, tudo parar por completo. Foi exatamente o que aconteceu com o setor de comércio na Grande São Paulo na última quarta-feira. Naquele dia, uma tempestade impulsionada por um ciclone formado no l

11/12/2025

11/12/2025

Imagine estar no meio de uma semana movimentada e, de repente, tudo parar por completo. Foi exatamente o que aconteceu com o setor de comércio na Grande São Paulo na última quarta-feira. Naquele dia, uma tempestade impulsionada por um ciclone formado no litoral afetou mais de dois milhões de consumidores na região metropolitana, causando a interrupção no fornecimento de energia elétrica e um prejuízo econômico significativo.

O Instituto de Economia Gastão Vidigal da Associação Comercial de São Paulo (IEGV/ACSP) estima que o comércio deixou de faturar impressionantes R$ 51,7 milhões em apenas um dia devido a essa interrupção abrupta de energia. A força dos ventos que atingiram mais de 98 km/h em áreas da cidade exacerbou ainda mais os desafios enfrentados pelos comerciantes.

Como o comércio foi impactado pela falta de energia?

Comerciantes citaram que "a redução das compras imediatas e das aquisições por impulso" foram os principais fatores responsáveis pelas perdas econômicas, segundo Ulisses Ruiz de Gamboa, economista da ACSP. Isso mostra como até mesmo pequenos eventos, como a compra por impulso, são cruciais para o faturamento diário dos estabelecimentos comerciais.

O que dizem os especialistas sobre as dificuldades dos comerciantes?

Os prejuízos causados não são fáceis de quantificar, explica Ulisses Ruiz de Gamboa, devido à forma desigual como o ciclone afetou a cidade. Enquanto algumas áreas já tiveram seus serviços restaurados, outras continuam lidando com as consequências da falta de energia. A incerteza e a instabilidade trazidas por fenômenos climáticos como este são hoje uma preocupação real e constante para comerciantes e consumidores.

O que o futuro reserva para a região?

Nesta quinta-feira, os ventos moderaram, mas ainda assim apresentaram força suficiente para causar danos, com rajadas atingindo até 64,8 km/h no aeroporto de Congonhas. Essa situação levanta questões sobre como a infraestrutura elétrica e os planejamentos de emergência podem ser melhorados para minimizar futuros transtornos.

Enel, a concessionária de energia da região, segue trabalhando no restabelecimento completo da energia, enquanto comerciantes e consumidores tentam se adaptar à normalidade e recuperar as vendas perdidas.



Com informações da Agência Brasil

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