Confusão e desinformação dominam o cenário no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, com passageiros irritados pela espera interminável por respostas das companhias aéreas. Hoje, 11 de dezembro, ferve de reclamações sobre cancelamentos e realocações de voos. Nada parece capaz de resolver a frustração dos viajantes que, exaustos, aguardam por uma solução.
Imagine a cena: Wagner Martins Pereira, um advogado, sentado no chão do terminal, quase sem voz para contar sua saga. Ao lado, sua esposa tenta descansar. Vindos de Gramado, no Rio Grande do Sul, o casal enfrenta uma odisséia para voltar para João Pessoa, na Paraíba. Desde a manhã de ontem, as esperanças se resumem a esperar. A saga começou em Porto Alegre, quando a Latam cancelou seu voo, obrigando-os a uma cansativa noite no chão do aeroporto. Hoje, finalmente em São Paulo, ainda irão encarar um longo dia até a conexão para casa, prevista para as 19h40.
Como os passageiros estão lidando com o caos no Aeroporto de Congonhas?
A analista de Tecnologia da Informação Joice Emanuele Barbosa Gomes, a caminho de Recife, viveu a frustração de embarcar, apenas para ser informada que a decolagem não poderia ocorrer, pois já haviam passado da meia-noite. "Passamos horas no avião e, em seguida, mais tempo em filas intermináveis no aeroporto. Agora, a Azul não nos dá o suporte necessário", lamenta.
E o dilema não é exclusivo. A consultora imobiliária Luciana Tenani e seu grupo se dirigiram a São Paulo para uma confraternização, prevista para ontem, mas foram pegos pela mesma confusão. Em vez de partirem de manhã, conseguiram embarcar somente à noite, e agora, enfrentam uma nova espera para o retorno ao Rio de Janeiro.
Qual é o impacto das remarcações de voo para os passageiros?
O analista de crédito Arlen Augusto Pereira, também da Latam, pensa em processar a companhia. Seu planejamento foi por água abaixo devido a cancelamentos imprevistos e comunicação deficiente. Deixou Cuiabá para chegar a Goiânia e, desde então, enfrenta atrasos constantes e falta de assistência. "A única coisa que recebi foi um voucher de alimentação. Meu compromisso será perdido, e o descaso é evidente", reclama.
Wagner, por sua vez, reflete o clamor por alguma normalização: "Espero que nosso voo não seja cancelado hoje novamente, a situação só deve se estabilizar em três dias", ele ouviu.
O que dizem as companhias aéreas sobre os cancelamentos?
A Latam, Gol e Azul justificam que cancelamentos são causados por condições climáticas adversas, fora do controle operacional. Enfatizam o pedido para que clientes verifiquem o status dos voos antes de irem ao aeroporto, oferecendo a flexibilidade de remarcar viagens sem custos adicionais.
A Latam detalha que clientes afetados podem realizar alterações gratuitamente por até um ano ou solicitar reembolso. Orienta também que aqueles de fora de São Paulo garantam acomodação por conta própria, com reembolso posterior, e disponibiliza o número de WhatsApp para assistência.
A Gol mantém seus voos regulares, mas alerta para possíveis atrasos devido aos imprevistos. Oferece a chance de reprogramar viagens sem taxa adicional, bastando entrar em contato pela Central de Relacionamento.
A Azul, por sua vez, informa que os eventos exigiram que voos fossem alternados ou cancelados, afetando conexões em várias regiões. A empresa compartilha que os clientes têm recebido a assistência conforme a Resolução nº 400 da ANAC e oferece remarcações sem custo para mitigar o transtorno.
Em meio ao caos, a orientação é simples: verificar modificações de voo antes mesmo de partir para o aeroporto, buscando alternativas uma vez que atrasos e cancelamentos afetaram vários viajantes pelo país.
Com informações da Agência Brasil