33° 29° | Rio de Janeiro - RJ

Dólar |

Euro |

Peso | 3.20


lupa
lupa
lupa
ECONOMIA

Greve nacional dos petroleiros tem novas adesões

Você já se perguntou o impacto que uma greve pode ter em setores estratégicos do Brasil, como o de petróleo e gás? Nesta terça-feira (16), a greve nacional dos petroleiros avançou para novas unidades, com destaque para a adesão da Refinaria Alberto Pasqua

16/12/2025

16/12/2025

Você já se perguntou o impacto que uma greve pode ter em setores estratégicos do Brasil, como o de petróleo e gás? Nesta terça-feira (16), a greve nacional dos petroleiros avançou para novas unidades, com destaque para a adesão da Refinaria Alberto Pasqualini (Refap) no Rio Grande do Sul e, no Ceará, a inclusão da Fábrica de Lubrificantes do Nordeste (Lubnor), Termoceará e o terminal de Macuripe. O movimento, já em seu segundo dia, continua crescendo e pressionando a Petrobras por melhores condições de trabalho e mudanças estruturais.

No Rio Grande do Norte, os trabalhadores da Usina Termelétrica do Vale do Açu também aderiram à paralisação, juntamente com médicos do setor de Saúde, Meio Ambiente e Segurança (SMS) da companhia. Vale ressaltar que na Bahia, trabalhadores da Usina de Biodisel de Candeias e diversas unidades da Bacia de Campos, no norte fluminense, também estão na linha de frente. Ao todo, são 22 plataformas que já foram entregues às equipes de contingência para continuar operando sob a pressão da greve.

O que está por trás da greve dos petroleiros?

A pergunta que muitas pessoas se fazem é: o que leva uma categoria tão vital para o país a entrar em greve? O principal combustível deste movimento é a busca por um Acordo Coletivo de Trabalho que contemple três pilares críticos: a distribuição justa da riqueza gerada, o fim dos equacionamentos da Petros e o reconhecimento da Pauta pelo Brasil Soberano, que inclui a suspensão das privatizações e demissões no setor de Exploração e Produção.

Quais são as dimensões do impacto da greve?

Para ter uma ideia do impacto, a paralisação já afeta:

  • 8 refinarias,
  • 24 plataformas,
  • 10 unidades da Transpetro,
  • 4 termelétricas,
  • 2 usinas de biodiesel,
  • campos terrestres da Bahia,
  • Unidade de Tratamento de Gás de Cabiúnas (UTGCAB),
  • Estação de Compressão de Paulínia (TBG).

Qual é a perspectiva de negociação?

A greve ainda não tem data para terminar. A Federação Única dos Petroleiros (FUP) declarou que o movimento é por tempo indeterminado, até que a direção da Petrobras apresente uma contraproposta que atenda às reivindicações dos trabalhadores. Essa paralisação levanta questões importantes sobre a distribuição de lucros e o futuro das operações no Brasil.

A Petrobras foi procurada para comentar a situação, mas até o fechamento desta matéria, não se pronunciou sobre os questionamentos realizados pela Agência Brasil.

Portanto, fique atento aos efeitos dessa greve, que pode ditar os rumos de um dos setores mais importantes da economia brasileira. E você, como acha que essa situação deveria ser conduzida?



Com informações da Agência Brasil

Tags